"Só quero que me digam onde está o resto do meu filho", diz pai de jovem abordado por PMs
SSP afirmou que pelo menos a mão encontrada no Parque São Bartolomeu é de Geovane
Bahia|Do R7 com Record Bahia

Após a SSP (Secretaria de Segurança Pública) afirmar que a mão encontrada no Parque São Bartolomeu é de Geovane Mascarenhas de Santana, 22 anos, que desapareceu após uma abordagem policial no bairro da Calçada, em Salvador, o pai do jovem, Jurandy Santana afirmou que se tivesse a oportunidade de ficar frente a frente com os policiais envolvidos no caso pediria para que dissessem onde está o corpo do filho.
— Só diga onde está o resto do meu filho, mais nada. A Justiça de Deus é aquela que tarda mas não falha, não seria eu para julgar ninguém.
O homem disse que não acha que Geovane ainda esteja vivo por tudo que já foi passados pela polícia, mas espera que o caso seja logo esclarecido e que o corpo seja entregue para a família enterrar e acabar o sofrimento.
— Espero que tenha um desfecho, pelo menos um alívio no coração.
Corpo de jovem desaparecido após abordagem policial é encontrado
SSP afirma que mão encontrada é de jovem desaparecido após abordagem
Na manhã de sexta-feira (15), o SSP informou que um corpo achado do dia 5 de agosto, no Parque São Bartolomeu, queimado e sem cabeça e mãos era do jovem que estava desaparecido. A identificação foi feita através das digitais. Mais tarde, o secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa, disse que pelo menos a mão encontrada era do jovem, mas, somente após a realização de perícia, através de exame de DNA, será possível confirmar se o tronco e a cabeça deixados em locais próximos são também da mesma pessoa.
O jovem estava desaparecido desde o sábado, dia 2 de agosto, após uma abordagem policial no bairro da Calçada. Um vídeo de imagens de segurança mostrou o momento da aproximação dos PMs. O jovem foi agredido e revistado pelos policiais e "aparentemente" colocado dentro da viatura. A moto foi retirada do local por um PM.
Após a identificação da mão, a prisão provisória dos três policiais militares, que estavam escalados no dia do desaparecimento de Geovane Mascarenhas de Santana, 22 anos, foi decretada. Os policiais já haviam sido afastados preventivamente do serviço nas ruas pela PMBA (Polícia Militar da Bahia) e um IPM (Inquérito Policial Militar) instaurado para apuração dos fatos pela Corregedoria Geral.















