Técnica forense possibilita identificar criminosos pela voz ou imagem
Tom da voz, jeito de falar e as gírias utilizadas em áudios podem ser analisados pela técnica
Bahia|Do R7

Com o intuito de assustar a população, o WhatsApp Messenger, aplicativo de mensagens instantâneas vastamente conhecido, esta sendo utilizado por criminosos para transmitir arquivos de áudio e vídeo e espalhar boatos.
Pensando em desarticular esses criminosos, a Coordenação de Perícias em Audiovisuais do DPT (Departamento de Polícia Técnica) esta realizando análises desses materiais, para identificar quem se utiliza dessa ferramenta tecnológica.
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Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), os arquivos de áudio são examinados pela Fonética Forense – ciência que identifica características da fala humana – e confrontados com gravações realizadas no local com os suspeitos, com auxílio de equipamentos e software de ponta.
Esse tipo de estudo só é possível porque a fala humana tem traços individuais identificáveis, e a qualidade vocal é única, assim como a impressão digital.

A especialista em Fonética Forense, a perita criminal Zidalva de Souza Moraes, garante que toda investigação fonética é dividida em etapas: verificação de edição de áudio, com o apoio de programas de computador e comparação do locutor através de plataforma desenvolvida pelo Departamento de Fonética da Universidade de Amsterdã, que analisa atributos específicos, como comprimento, formato e amplitude do som, e verificação perceptual.
Para garantir a confiabilidade do laudo, a apuração auditiva é feita em ambiente silencioso e confortável. As diversas fases do exame levam em média 45 dias, prazo necessário para assegurar a exatidão no resultado.
O diretor do DIP (Departamento de Inteligência da Polícia Civil), delegado Ivo Tourinho, garante que a perícia fonética consegue confirmar a autoria de determinado áudio ligando-o ao suspeito.















