Vatapá de abóbora: Pratos tradicionais da culinária baiana ganham versão vegana
Caruru é sem camarão, o vatapá feito com abóbora e o abará preparado com feijão verde
Bahia|Karina Oliveira, do R7, em Salvador

As pessoas que moram em Salvador sabem que na sexta-feira é “de lei" (costume) apreciar uma comida baiana. E que tal experimentar uma comida baiana vegana? Nessa “nova versão”, os pratos típicos da região são preparados de maneira um pouco diferente da tradicional.
Em um restaurante natural localizado na Barra, área nobre da capital, o caruru é sem camarão, o vatapá feito com abóbora e o abará preparado com feijão verde. Essas são algumas comidas servidas no estabelecimento de Marina Neves, toda a sexta-feira, dia em que a maioria dos restaurantes da capital reserva espaço no cardápio para a tradicional comida baiana, que é conhecida e apreciada por nativos e turistas de várias partes do Brasil e do mundo.
— Sexta-feira é um dia que a gente tem uma boa clientela. Muita gente vem para comer vatapá.
Mas, os aficionados pela comida baiana não precisam esperar a sexta-feira chegar para se deliciar com a iguaria. Graças ao serviço delivery oferecido pela empresária Mariana Verde, é possível matar a vontade a qualquer dia da semana. Ana Santos, gestora e arte-culinarista da empresa vegana, explica que isso é viável porque a comida é congelada. Os clientes podem escolher entre as linhas individual e executiva.
Experimente grátis toda a programação da Record no R7 Play
O "tempero forte" que, na maioria das receitas, mistura azeite de dendê, camarão, castanha, amendoim e cebola, permite uma combinação considerada "perfeita", de encher a boca e os olhos de muita gente. Mas, a versão tradicional, que conquistou muitos paladares, perdeu alguns ingredientes e abriu espaço para um novo jeito do preparo da comida. Produtos considerados essenciais na culinária habitual são dispensados nessa versão.
Quem abrir mão do preconceito e, se permitir, vai desfrutar de uma comida simples, de sabor leve e marcante. O vatapá preparado no restaurante vegano, por exemplo, mistura o sabor acentuado do gengibre com a leveza adocicada da abóbora cabotia, sem adição de azeite de dendê. O abará, que na receita original é preparado com feijão fradinho, é feito com feijão verde e dispensa o camarão. O caruru ganha pequena quantidade de dendê no fim do cozimento e também não leva camarão. Apesar, para alguns, de fugir da receita tradicional, a versão vegana não deixa a desejar em nada em comparação com a clássica, comenta Marina.
Marina explica que a maneira de preparar os pratos preza pela qualidade da refeição, sem perder o sabor. E para quem pensa em torcer o nariz, a dona do restaurante recomenda: "é preciso experimentar".
— É possível fazer uma comida saudável e saborosa. Meu desafio é esse: eu quero comida saudável, mas eu quero comida com sabor.
A gestora do serviço de entrega também acredita na junção de sabor e saúde. Ela esclarece que, durante o preparo dos pratos, procura manter temperos como cebola e gengibre, por entender que fazem parte da tradição, da cultura regional.
No delivery, os pratos não sofrem tantas mudanças quanto no restaurante vegano. A receita do vatapá é bem parecida com a original e leva farinha de trigo, castanha, amendoim, gengibre, cebola, ervas frescas, leite de coco e dendê. Já o caruru é preparado com quiabo, castanha, amendoim, cebola, gengibre e pouco azeite de dendê. Ana comenta que nenhum preparo adiciona camarão e o caruru leva pouco dendê. O diferencial fica por conta das ervas frescas adicionadas ao vatapá e ao feijão fradinho. Para acompanhar o banquete, os veganos podem escolher uma moqueca de legumes.
As comidas são bem procuradas e correspondem, em média, a 15% do faturamento do serviço de entrega. Ana revela que o abará vegano é o “queridinho” dos clientes.— Eles adoram quando descobrem que podem comer abará sem camarão.
Esse tipo de alimenta alimentação consegue atrair uma vasta clientela que, na maioria dos casos, busca de qualidade de vida. Os pratos servidos no restaurante de Marina atende uma freguesia com faixa etária de 25 a 60 anos. A proprietária afirma que pessoas que frequentavam o local quando eram mais jovens acabam levando os filhos para experimentar a comida natural.
As pessoas que moram em Salvador sabem que na sexta-feira é “de lei" (costume) apreciar uma comida baiana. E que tal experimentar uma comida baiana vegana?
As pessoas que moram em Salvador sabem que na sexta-feira é “de lei" (costume) apreciar uma comida baiana. E que tal experimentar uma comida baiana vegana?


















