Vereador de Camaçari preso em operação integrava organização que movimentou R$ 5 milhões, diz polícia
Outro integrante do grupo, Pedro de Souza Filho, também foi detido e conduzidos para cadeia
Bahia|Do R7

O vereador Antônio Elinaldo (Dem), de Camaçari, na RMS (região metropolitana de Salvador), que foi preso nesta quinta-feira (10), integra uma organização criminosa que movimentou R$ 5 milhões, segundo informação foi divulgada pela PC (Polícia Civil).
Nesta quinta, o MP (Ministério Público), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Criminais), e a Polícia Civil, via Draco (Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado), deflagraram a ‘Operação Caronte’, para interdição judicial e cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva contra integrantes da organização criminosa que atuava na cidade.
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Antônio Elinaldo de Araújo da Silva e Pedro de Souza Filho foram presos e conduzidos para a Cadeia Pública, em Salvador. Mais dois integrantes do grupo, Cristiano Araújo da Silva e Ivan Pedro Moreira de Souza, não foram localizados e continuam sendo procurados. Todos são acusados de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito e exploração de jogos de azar (jogo do bicho).
A PC informou que os quatro acusados e Ivana Paula Pereira de Souza da Silva, mulher de Antônio Elinaldo, são investigados desde 2014, quando o MP recebeu informações da existência de uma organização criminosa que enriquecia com o comércio ilícito do ‘jogo do bicho’, na cidade. A organização, que já atuava há 28 anos na cidade, tinha até um nome: ‘Pinta’.
Uma ‘Força Tarefa’, composta por seis promotores e três juízes de direito, constatou, em parceria com a investigação da polícia, que a organização movimentou altas quantias, sem que houvesse a comprovação de uma fonte legal. As análises técnicas das quebras de sigilos bancários e fiscal foram realizadas pelo Laboratório de Lavagem de Dinheiro, da SSP (Secretaria da Segurança Pública).
Além dos mandados de prisão, a Justiça também determinou o bloqueio das contas dos investigados e o fechamento dos três boxes utilizados pela organização para a exploração de jogo do bicho, no Centro Comercial de Camaçari.












