"A lei deve valer para todos ou não deveria valer para ninguém", diz procurador sobre prisão de empreiteiros
Nova fase da Operação Lava Jato foi deflagrada nesta sexta-feira
Brasil|Do R7

O procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima disse, em coletiva de imprensa sobre a nova fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta sexta-feira (19), que o esquema investigado nesta nova fase era “sofisticado”. Segundo ele, o Brasil tem “profissionais” da lavagem de dinheiro.
Segundo ele, neste caso, a Odebrecht e a Andrade Gutierrez estavam envolvidas em esquema em que havia depósitos de dinheiro do exterior. Segundo ele, esse dinheiro foi usado para pagamentos a diretores e gerentes da Petrobras.
Ele diz que não tem “dúvida alguma” a respeito dos crimes praticados pelas empresas. O procurador também diz que as investigações veem sofrendo com tentativas de “blindagem” por parte das empresas envolvidas.
— Isso aqui é uma república. A lei deve valer para todos ou não deveria valer para ninguém.
Muito dinheiro já voltou para o Brasil e foi recebido por Paulo Roberto Costa. Porém, o procurador da República disse que ainda existe muito dinheiro no exterior que precisa voltar para o Brasil.
Antes, em casos de outras empreiteiras, o esquema era mais simples. Nos esquemas mais simples, o doleiro Alberto Youssef tinha participação.
Ainda segundo o procurador da República, foram investigados casos de corrupção em outras empresas, além da estatal.
A nova fase da operação prendeu, até o momento, nove pessoas. Entre eles estão os presidentes da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e da Andrade Gutierrez, Otávio Marques Azevedo. Os outros presos até agora são Alexandrino Alencar, Cesar Ramos Rocha, Márcio Faria e Rogério Araújo.
Segundo o procurador da República, Bernardo Schiller Freiburghaus, da Odebrecht, era o responsável pela lavagem de dinheiro. Porém, ele ainda não foi preso. Ele está na Suíça e não pôde ser preso até o momento.
Crimes
O delegado Igor Romário de Paula disse que indícios mostram que os presidentes sabiam de atos que levaram a formação de cartel e fraude em licitações, além de pagamento de propinas. Segundo ele, os presidentes tinham “domínio completo” da situação.
Mais cedo, a Odebrecht veio, por meio de nota, afirmar que a empresa colaborou com as investigações. Porém, o delegado diz que a empreiteira não vinha cooperando com as investigações e que ela se negava a fornecer documentos para ajudar.















