Abratel repudia ações de violência contra jornalistas em atos pró-Lula
“O respeito mútuo é essencial na construção de uma nação equilibrada e justa”, diz a entidade, em nota
Brasil|Do R7

A Abratel (Associação Brasileira de Rádio e Televisão) repudiou nesta sexta-feira (6) os episódios de violências sofridos por equipes de jornalismo durante a cobertura de protestos de manifestantes contrários à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em nota, a entidade chamou de inadmissível os ataques que aconteceram em Brasília (DF) e em São Bernardo do Campo (SP), na noite da última quinta-feira (5).
“A Abratel considera esse tipo de ato inadmissível e se posiciona sempre a favor da liberdade imprensa e de expressão, sem deixar de defender também a manifestação popular, desde que pacífica e ordenada”, diz o texto assinado por Márcio Novaes, presidente da entidade.
A nota destaca ainda a necessidade de punição dos responsáveis. “A Abratel espera que os fatos sejam apurados com o rigor que deve nortear todas as apurações e a devida punição a todos os envolvidos. Mais do que isso, a Abratel entende que o respeito mútuo é essencial na construção de uma nação equilibrada e justa”, conclui o comunicado.
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Em Brasília, uma equipe do jornal Correio Braziliense foi agredida por militantes na cobertura de ato que aconteceu na sede da CUT (Central Única dos Trabalhadores). Segundo testemunhas, um grupo em torno de 30 pessoas cercou o carro da equipe, onde estavam uma repórter, um fotógrafo e o motorista, e o atingiram com socos e pontapés. O carro chegou a ficar com o vidro traseiro quebrado. Os profissionais conseguiram fugir. Ninguém ficou ferido.
No mesmo local, um fotógrafo da agência Reuters também disse ter sido hostilizado e ameaçado. Uma equipe de reportagem do SBT foi ameaçada e recomendada a deixar a sede da CUT “para o bem” deles.
