Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Acusado de operar esquema de propina para Arxo presta depoimento à PF em Curitiba

Empresário Mário Goes negou acusações de receber dinheiro da BR Distribuidora

Brasil|Marc Sousa, da TV Record, em Curitiba

  • Google News

O empresário Mário Goes, preso na 9ª fase da Operação Lava Jato, prestou depoimento na noite desta segunda (9) na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba. Ele negou ser o intermediário de pagamento de propina entre a empresa Arxo Industrial e a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras.

A informação foi confirmada à TV Record pela advogada de Goes, Lívia Novak.


Segundo o Ministério Público Federal, Goes operava um esquema de corrupção na Petrobras usando a mesma forma de atuação do doleiro Alberto Youssef e do empresário Fernando Baiano: recolhendo propina de empresas privadas para agentes da estatal e ocultando a origem dos recursos.

Em entrevista hoje à Agência Brasil, a advogada afirmou que nunca existiu relação comercial ou social de Goes com os sócios da Arxo.


— Tudo isso vai ser esclarecido. Ele não tem nada a ver com isso. Ele não é operador do esquema.

Goes apareceu nas investigações por meio de delação premiada do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco e de depoimento espontâneo de Cíntia Provesi Francisco, ex-funcionária da Arxo Industrial, cujos sócios foram presos na sexta-feira, acusados de pagar propina à BR Distribuidora.


Último foragido da Arxo se entrega à PF

Kotscho: Hora de baixar a bola e pensar no Brasil


Goes é suspeito da compra de um avião particular, registrado em nome de sua empresa, a Riomarine Óleo e Gás, que presta consultoria na área.

A ex-funcionária da Arxo afirmou que os pagamentos de propina eram intermediados por Mário Goes. Para dar aparência de licitude aos contratos, a Arxo usava notas fiscais frias compradas de terceiros, segundo a denúncia.

Barusco disse ainda que havia um "encontro de contas" entre ele e Goes, nos quais eram entregues "mochilas com grandes valores de propina, em espécie", que variavam entre R$ 300 mil e R$ 400 mil. No local, era feita a conferência de cada contrato, contabilizando-se as propinas pagas e as pendentes.

De acordo com o Ministério Público Federal, Gilson João Pereira e João Gualberto Pereira, sócios da Arxo, e Sergio Ambrosio Marçaneiro, diretor financeiro, pagavam propina para obter contratos com a BR Distribuidora.

Os pagamentos ocorreriam em contratos com a BR Aviation, empresa da Petrobras especializada no abastecimento de aeronaves. A Arxo vende tanques de combustíveis e caminhões-tanque. Os advogados da Arxo negam pagamento de propina.

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo decorrente das investigações da Operação Lava Jato, expediu hoje alvará de soltura para os três executivos da Arxo.

O juiz avaliou que não havia necessidade de mantê-los em prisão temporária, pois os depoimentos já foram colhidos e porque a PF já realizara os mandados de busca e apreensão na empresa. A soltura dos três ocorreu por volta das 20h35 de hoje.

Para ficarem livres, eles terão de cumprir algumas obrigações do juiz, como comparecer aos atos do processo, não viajar por amis de 30 dias sem autorização judicial ou mudar de endereço, entre outras exigências.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.