Adoção de crianças brasileiras por estrangeiros depende de intermediação de agência
Processo fora do Brasil funciona de maneira diferente do que acontece dentro do País
Brasil|Giorgia Cavicchioli, do R7

Se um casal estrangeiro deseja adotar uma criança brasileira, ele precisa procurar uma agência para fazer o processo. A partir do momento em que é tomada a decisão da adoção, o casal tem que procurar a agência de sua preferência em seu país de origem.
Essa agência tem um representante no Brasil, que procura as crianças dentro do País e indica esse casal como interessado em adotar. Portanto, a adoção nunca é direta. Porém, o casal não precisa ser estrangeiro para ter adoção internacional.
Se o casal é brasileiro, mas mora fora do Brasil, precisa se submeter ao mesmo tipo de processo de adoção dos estrangeiros. Ela independe do país de origem do casal, mas sim de seu domicílio.
O juiz Paulo Roberto Fadigas Cesar, da Corregedoria-Geral do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), diz que isso ocorre por causa de fraudes a que está sujeito o processo de adoção.
— Um casal de estrangeiros que tem visto aqui [no Brasil] tem que se submeter a uma adoção nacional.
Regiões do Brasil
Os procedimentos de adoção são iguais no Brasil inteiro. Porém, em regiões de maior vulnerabilidade social, existem mais crianças para serem adotadas.
— No centro da cidade de São Paulo [tem menos crianças à disposição para serem adotadas] por exemplo. Se você procurar adotar em uma região mais vulnerável, haverá mais crianças. Não é a região do Brasil. É o local mesmo.
O juiz garante que, se um casal quiser adotar uma criança em um bairro rico em São Paulo, por exemplo, vão existir menos crianças para adoção.















