Aécio Neves usa termo “revolução de 64” e comete gafe ao falar da ditadura
Expressão é usada por militares que dizem desconhecer período militar entre 1964 e 1985
Brasil|Alexandre Saconi, do R7, em Santos (SP)

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) cometeu uma gafe nesta quinta-feira (4) ao discursar sobre a ditadura militar brasileira durante encontro com prefeitos em Santos (SP). Quando falava da trajetória histórica da concentração de poder no governo federal, Aécio mencionou a “revolução de 1964”.
Geralmente, os militares usam o termo “revolução” ao invés de “golpe” de 1964 porque, para eles, não houve ditadura no Brasil entre 1964 e 1985. O deslize de Aécio ocorreu durante o 57º Congresso Estadual de Municípios de São Paulo.
A participação de Aécio no evento estava prevista para esta sexta-feira, quando ele apresentaria uma palestra. No entanto, a agenda do tucano foi adiantada, e ele apareceu no evento acompanhado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
Provável candidato ao Planalto em 2014, Aécio disse que os encontros com o colega paulista de partido serão mais frequentes a partir de agora.
— E se acostumem com esta cena, porque, se depender de mim, eu estarei sempre ao lado do governador.
Aécio ainda aproveitou o encontro para disparar contra o governo Dilma. Ao ser questionado se "a volta dos faxinados” — como ficou conhecido o retorno do PR e do PDT ao primeiro escalão governo — seria um indício da diferença entre o discurso e a prática do Planalto, o parlamentar foi pontual.
— O que move o governo hoje, em todas as áreas, é a lógica da reeleição. As questões estruturantes, as grandes reformas prometidas, são sempre adiadas.















