Além de Jango, restos mortais de outros dois foram exumados neste ano
Segundo Maria do Rosário, laudos dos procedimentos devem ser divulgados em breve
Brasil|Kamilla Dourado, do R7, em Brasília

Os restos mortais de outras duas possíveis vítimas da ditadura militar foram exumados neste ano, segundo a ministra da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. Ela comentou o assunto depois da cerimônia de recepção dos restos mortais do ex-presidente João Goulart, realizada em Brasília na manhã desta quinta-feira (14).
Os corpos também estão sendo periciados e os laudos devem ser divulgados em breve. Segundo a ministra, o governo aguarda a autorização das famílias para revelar os nomes e resultados.
— Temos muitas dívidas com as famílias dos desaparecidos. Neste ano de 2013, nós fizemos duas exumações, também à pedido das famílias, e, em breve, podemos já divulgar possivelmente laudos e, com autorização das famílias, divulgarmos as pessoas. Os despojos do presidente João Goulart compõem o terceiro processo exumatório da Secretaria de Direitos Humanos, que segue em busca de memória, verdade e do conhecimento sobre as circunstâncias das mortes.
A ministra disse ainda que, com o apoio da Comissão da Verdade e do Ministério Público, estão sendo feitas buscas de casos suspeitos em cemitérios de São Paulo, no Araguaia, Vila Formosa e em outras cidades.
Questionada sobre os custos financeiros dessas operações, a ministra disse que eles são muito menores do que o que se deve às famílias.
— Nós não temos ainda o conjunto dos investimentos, mas tudo que realizamos aqui custa bem menos [comparado à importância]. Não é possível comparar com os custos das vidas, do exílio e das mortes que foram praticadas durante o período da ditadura militar. É um dever de honra do Estado brasileiro.
Sobre o processo exumatório do ex-presidente, a ministra declarou que a investigação da causa da morte de Jango é uma forma de se fazer justiça à histórias dele e do Brasil.
— Nós estamos aqui fazendo justiça, recuperando a nossa própria história e ao nos encontrarmos com essa história, valorizamos todas as conquistas que temos construído, porque a democracia não e algo pronto, é algo que se constrói todos os dias, inclusive em momentos como este.















