Antes de votação, Calheiros fala em não causar “constrangimento à democracia”
Presidente do Senado comanda sessão que deve afastar Dilma Rousseff
Brasil|Do R7

Ao comentar sobre a sessão desta quarta-feira (11), que vai votar a admissibilidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que espera agir com “isenção e responsabilidade”.
— [...] Para que eu possa sair dessa missão sem evidentemente causar constrangimento nem à democracia nem às instituições. [...] Pode acontecer tudo, mas uma coisa fique desde logo acertada. Eu não vou fazer nada absolutamente nada que exponha a democracia nem a presidente da República afastada, se for o caso.
A sessão deveria começar por volta das 9h, mas sofreu atraso de uma hora. As discussões serão divididas em três blocos, com intervalos de uma hora. Na última etapa, será dado tempo ao advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, e ao relator do processo na comissão especial, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), para que façam suas considerações.
Passada essa fase, a votação aberta — será possível saber como cada senador votou — será iniciada no painel eletrônico da Casa. O resultado deverá sair depois das 22h.
Aprovado nesta quarta-feira, o processo de impeachment volta para a comissão especial, que não tratará mais da admissibilidade, mas da ação em si. Todas as votações em plenário que envolverem o impedimento de Dilma serão comandadas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski.
Calheiros, o principal aliado de Dilma no Legislativo, afirmou que torceu "para que o processo não chegasse ao Senado Federal" e acrescentou que não votará no processo de impeachment, segundo ele, para “manter a independência, a isenção e a imparcialidade”.
— Votar seria negar tudo isso que eu tentei fazer agora.
Sessão do Senado desta quarta-feira pode durar mais de 10 horas
O presidente do Senado defendeu que o atual modelo de fazer política no Brasil fracassou.
— Nosso sistema político está deturpado e isso é fator de todas as crises que existem no presidencialismo no Brasil. [...] Eu sou parlamentarista e continuo parlamentarista, sobretudo quando vejo presidencialismo fatores de desestabilização.















