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Após 1ª prisão internacional, Lava Jato mira mais dois suspeitos em Portugal

Suposto responsável por pagar propinas, Raul Schmidt Felipe Junior foi preso hoje em Lisboa

Brasil|Do R7

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Nestor Cerveró (foto) seria um dos beneficiados com pagamentos de propina feitos pelo consultor luso-brasileiro Raul Schmidt Felipe
Nestor Cerveró (foto) seria um dos beneficiados com pagamentos de propina feitos pelo consultor luso-brasileiro Raul Schmidt Felipe

A prisão do luso-brasileiro Raul Schmidt Felipe Junior, consultor e suposto responsável por pagamentos de propinas a ex-diretores da Petrobras, em Lisboa pode não ser a única em território português nos próximos dias.

A Procuradoria-Geral da República de Portugal informou nesta segunda-feira (21) que há mais duas cartas rogatórias, enviadas pelas autoridades brasileiras, para o cumprimento de diligências no país europeu.


As cartas rogatórias são acordos fechados entre juízos de nacionalidades diferentes para fazer diligências no território do país receptor, com o objetivo de auxiliar investigações que tramitam no país emissor. Neste caso, o Brasil é o país emissor e Portugal, receptor.

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A Procuradoria-Geral da República de Portugal afirmou, em nota, que “já recebeu, das autoridades brasileiras, três cartas rogatórias relacionadas com esta matéria. Uma já foi devolvida. As restantes encontram-se em execução”.

Raul Schmidt Felipe Junior foi alvo de mandados de busca e apreensão e prisão preventiva na 25ª fase da Lava Jato hoje em Lisboa. Ele é investigado pelo pagamento de propinas aos ex-diretores Renato de Souza Duque (Serviços), Nestor Cerveró e Jorge Luiz Zelada (ambos da área Internacional). O processo de extradição de Schmidt Junior deve começar nos próximos dias.

O MPF (Ministério Público Federal) informou que Raul Schmidt Felipe Junior estava foragido desde julho de 2015, quando foi expedida a ordem de prisão. Seu nome havia sido incluído no alerta de difusão da Interpol em outubro do ano passado.

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