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Após condução forçada de Lula, governo deve ter dificuldade para derrubar pauta-bomba nesta semana

Presidentes e líderes da oposição prometem barrar votações na Câmara a partir de hoje

Brasil|Do R7, com Agência Câmara

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Dilma deve se reunir novamente com Lula para definir caminhos a serem seguidos para enfrentar a crise política
Dilma deve se reunir novamente com Lula para definir caminhos a serem seguidos para enfrentar a crise política

Sem deixar saudades, a última semana deve trazer novas dores de cabeça para o governo. Na sexta-feira (4), após o ex-presidente Lula ser levado para depor pela PF (Polícia Federal), oposicionistas decidiram barrar todas as votações na Câmara dos Deputados a partir desta segunda-feira (7).

Pesou também para a decisão exposta por lideranças do PSDB, DEM, PTB, PSB e PRTB a suposta delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS). Ele teria mencionado que Lula e Dilma sabiam do esquema de pagamento de propinas envolvendo a Petrobras, segundo reportagem da revista Isto É.

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Em meio ao cenário complicado, a presidente Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretendem se reunir novamente nesta segunda. Eles devem definir no encontro os acertos do caminho que ambos precisam seguir para enfrentar a crise política que está instalada e que atinge aos dois.

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Entre os projetos importantes que podem ser barrados aparece uma “pauta-bomba”, que pode aumentar as despesas obrigatórias do governo em R$ 207,1 bilhões até 2022. Apelidada de “PEC da Saúde”, a medida visa elevar o gasto obrigatório do governo federal em Saúdedos atuais 12% para até 19,4% em seis anos.

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição), do deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), já foi colocada na pauta no final de fevereiro, mas um acordo entre lideranças partidárias decidiu pelo adiamento da votação.

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Dívidas dos estados

Outro ponto polêmico que pode ser colocado em pauta nesta semana é o Projeto de Decreto Legislativo 315/16, do deputado Esperidião Amin (PP-SC), que também aumenta despesas da União. O projeto suspende o cálculo do desconto que governo dará na renegociação das dívidas dos Estados e municípios com a União.

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A intenção do projeto é evitar a aplicação da taxa básica de juros, a Selic, acumulada de forma composta (juro sobre juro) para corrigir os valores sobre os quais haverá o desconto. Com essa sistemática, o desconto será menor que o esperado pelos Estados e municípios.

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A renegociação das dívidas está prevista na Lei Complementar 148/14, mas até agora não foi fechada. Ela prevê a troca do índice de correção para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) mais 4% ao ano ou Selic, o que for menor.

Devido à mudança do cenário econômico, o governo resiste em assinar os aditivos contratuais com a aplicação da Selic acumulada de forma simples, por temer uma queda grande na arrecadação ligada a essa dívida, assumida dos outros entes federados no final da década de 90.

Os líderes partidários se reúnem oficialmente nesta terça-feira (8), às 14h30, para discutir a pauta de votações da Casa.

Ao barrar as votações, as lideranças da Câmara e do Senado do PSDB, DEM, PTB, PSB e PRTB pretendem pressionar a comissão especial destinada a analisar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

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