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Após COP 25, Salles volta a criticar 'protecionismo' de países ricos

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Record, o ministro do Meio Ambiente explicou a atuação do Brasil na conferência do clima da ONU, em Madri

Brasil|Do R7

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Ministro Ricardo Salles em entrevista exclusiva ao Jornal da Record
Ministro Ricardo Salles em entrevista exclusiva ao Jornal da Record

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Record, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, explicou, nesta quarta-feira (17), a polêmica em torno de declarações que deu após a COP25. Ao fim da conferência do clima da ONU, em Madrid, no último domingo, Salles não escondeu a frustração com o resultado da COP ao resumir: 'Não deu em nada'.

Críticos observavam que a atuação brasileira na conferência se baseou em pedir dinheiro aos países ricos para preservação no Brasil. Salles, no entanto, disse que a intenção da comitiva foi negociar a regulamentação do artigo 6º do acordo de Paris, que permite a troca de crédito de carbono entre países que mais emitem e os países que têm saldo de emissões de crédito.


Veja também: Sem acordo sobre carbono, COP25 termina sem alcançar seus objetivos

Para o ministro, esse acordo não ocorreu 'por puro protecionismo dos países que iriam comprar os créditos de caborno e, portanto, iniciar os pagamentos nos exatos termos que foram prometidos quando o acordo de Paris foi assinado, em 2015, no montante de US$ 100 bilhões a partir de 2020.'


Salles também explicou a polêmica em torno de uma foto de um prato de churrasco, que o ministro postou nas redes sociais, com a seguinte legenda: 'Para compensar nossas emissões na COP, um almoço veggie',

Ao JR, o ministro disse que a queima de combustíveis fósseis responde por 80% das emissões de gases de efeito estufa no mundo. 


'Não é agricultura, não é a pecuária. Ou seja, se tenta, no ambiente da COP e em outros ambientes também, desviar o foco da necessária mudança da matriz energética'. 

Salles elogiou a matriz enérgitica brasileira, baseada no etanol, e disse que, no país, não há problema de emissão. 


'Somos menos de 3% do volume mundial, e quer se colocar parte dessa responsabilidade sobre o Brasil, inclusive sobre a nossa produção agropecuária, quando, na verdade o grande problema está nos combustíveis fósseis dos países ricos', completou.

Em um balanço da sua gestão à frente do Ministério do Meio Ambiente, Salles disse que a pasta está mais objetiva e mudou muito o perfil de atuação.

Assista a entrevista ao JR na integra 

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