Brasil Após críticas, hashtag com apoio a Bolsonaro ganha popularidade

Após críticas, hashtag com apoio a Bolsonaro ganha popularidade

Aliados subiram a hashtag #EuConfioNoPresidente, que está entre as mais comentadas de rede social no Brasil

Agência Estado
O presidente Jair Bolsonaro, que recebeu apoio pelas redes sociais

O presidente Jair Bolsonaro, que recebeu apoio pelas redes sociais

Evaristo Sá/AFP - 09.09.2021


Após o presidente Jair Bolsonaro ter sido criticado nas redes sociais, na noite de quinta-feira (9), diante do recuo dos ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal), aliados do presidente subiram a hashtag #EuConfioNoPresidente, que está na manhã desta sexta-feira (10) entre as mais comentadas do Twitter no Brasil.

Na quinta (9), Bolsonaro divulgou uma Carta à Nação, escrita com a ajuda do ex-presidente Michel Temer, na qual volta atrás do tom adotado nos discursos do 7 de Setembro e até elogia o ministro do Alexandre de Moraes, do STF.

A atitude levantou dúvidas entre seus apoiadores sobre a nova postura do chefe do Executivo, até então marcada por agressões e ofensas às instituições. Em grupos de troca de mensagens instantâneas, bolsonaristas acusaram o presidente de abandonar a base aliada.

O conflito com os seguidores foi contemporizado por parte dos bolsonaristas. O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), filho do presidente, pediu confiança em Bolsonaro em postagem feita no Telegram.

No Twitter, o pedido de Flávio tem ganho repercussões entre as publicações, aderindo à hashtag. Nas redes, parte dos aliados tenta tranquilizar os que se sentiram traídos e reiteram que o posicionamento do presidente foi estratégico. "Não é fácil para um homem forte como ele se posicionar humildemente a favor da pátria. Estadista nato, sempre pelo Brasil e pelo povo", diz uma das mensagens.

Em outra publicação, um aliado diz que Bolsonaro não é perfeito. "Mas quem é?", questiona.

Houve, inclusive, quem comparasse o presidente brasileiro com o general e filósofo chinês Sun Tzu, a quem é atribuída a obra "A Arte da Guerra". Para esses, o recuo seria uma estratégia que faz parte do plano de ações de Bolsonaro.

"Jornalistas me perguntando sobre a carta do Pr Jair Bolsonaro - a minha percepção é, que meu presidente, um militar, é estrategista. E em uma guerra fazer algo inesperado, que surpreenda o inimigo, pode ser a chave para uma vitória repentina. #EuConfioNoPresidente", escreveu o deputado Marco Feliciano (PL-SP).

Diante das mobilizações dos caminhoneiros, que chegaram a protestar em rodovias de ao menos 15 estados, um eleitor afirmou que o presidente foi "sensato", pois evitou "parar o país".

Últimas