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Após recuo, Gabrielli se contradiz sobre responsabilidade de Dilma e critica ausência da oposição na CPI

Ex-presidente da Petrobras respondeu mais de 200 perguntas em audiência no Senado

Brasil|Kamilla Dourado, do R7, em Brasília

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José Sergio Gabrielli prestou depoimento à CPI nesta terça-feira
José Sergio Gabrielli prestou depoimento à CPI nesta terça-feira

Após mais de três horas de depoimento à CPI da Petrobras no Senado, nas quais respondeu a cerca de 200 perguntas, o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli negou ter recuado sobre responsabilidade da presidente Dilma na compra da refinaria de Pasadena.

Em entrevista concedida no mês passado ao jornal EStado de S. Paulo Gabrielli disse que a presidente Dilma teeria que ser "responsável por suas decisões". Mas, em depoimento aos senadores nesta terça-feira (20) disse que não responsabiliza a presidente pela aquisição da refinaria.


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O ex-presidente disse na saída da CPI que manteve nas duas ocasiões a mesma opinião:


— Não, em nenhum momento. Se vocês analisarem minha entrevista vocês vão ver que minha posição não mudou nada. A presidente Dilma tem uma posição justa, correta. A avaliação dela é uma avaliação legítima e a posição do conselho de administração que fez as decisões colegiadas em 2006 não pode ser avaliada hoje, porque não tem como você saber qual seria a posição na discussão entre os membros do conselho em 2006.

Gabrielli criticou, no entanto, a ausência de senadores na CPI, dos 13 membros, apenas um era da oposição.


— Eu acho estranho os oponentes da CPI não aparecerem, foram feitas mais de 200 perguntas e eu respondi a quase todas elas, mas eu acho muito ruim que os proponentes da CPI não estejam presentes.

Disse ainda que se for convidado para depor em uma CPI mista, que está sendo articulada pela oposição, também comparecerá. Mas disse que a comissão corre risco de se transformar em um “espetáculo”.


CPI amigável

Questionado sobre as perguntas “amigáveis” do relator ao ex-presidente da Petrobras — 134 ao todo —, o senador José Pimentel (PT-CE) disse que chamar a CPI de amigável é um desrespeito com o requerimento da oposição que propôs a comissão, com a decisão do STF e que agiu como se age em um Estado democrático.

— A agressividade é típica de uma ditadura, no estado democrático de direito você formula perguntas e ao mesmo tempo subsidia o conjunto de outros documentos, que nós já requeremos.

Nesta terça, a oposição promove ato para lançar um site que cobra a instalação imediata da CPI Mista da Petrobras. Para que a comissão seja instalada faltam, na Câmara, três indicações do PT e PROS, e no Senado dez do Bloco de Apoio ao Governo (PT, PCdoB, PDT e PSOL) e do Bloco da Maioria (PMDB, PP, PSD e PV).​

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