Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Artistas e intelectuais entregam a Renan Calheiros carta contra o impeachment

Documento com mais de 2.000 assinaturas pede manutenção da democracia no País

Brasil|Da Agência Brasil

  • Google News
Documento diz ainda que, por trás da crise política vivida no País, estão “interesses geopolíticos dominantes”
Documento diz ainda que, por trás da crise política vivida no País, estão “interesses geopolíticos dominantes”

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), recebeu nesta quinta-feira (16) um manifesto contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, entregue por um grupo de intelectuais e artistas. O documento, intitulado de Carta ao Brasil, é assinado por mais de 2.000 pessoas e pede a “manutenção do Estado Democrático de Direito” e da democracia no País.

Os artistas e intelectuais que assinam o texto alegam que “a chamada Operação Lava Jato, a partir da apuração de malfeitos na Petrobras, desencadeou um processo político que coloca em risco conquistas da nossa soberania e a própria democracia”.


O documento diz ainda que, por trás da crise política vivida no País, estão “interesses geopolíticos dominantes” que “buscam o controle do petróleo no mundo” e o esvaziamento da Petrobras.

Leia mais notícias de Brasil no R7


Indignada, Dilma diz que não existe razão para impeachment

Após a entrega do documento ao presidente do Congresso, o teólogo Leonardo Boff disse que trata-se de um documento da sociedade civil que se manifesta contra o impeachment e a forma como o processo está sendo conduzido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).


— Houve uma reação no País inteiro, recolhemos mais ou menos 3.000 assinaturas. E, mais que tudo, queremos defender o projeto de uma democracia includente, as políticas que beneficiaram milhões de brasileiros que deixaram a miséria e a fome, se tornaram mais cidadãos. E que essa dinâmica social que foi levada nos últimos anos, não possa ser interrompida. Porque o principal é que o estado funcione no sentido do bem comum e não mais a serviço dos privilegiados que organizaram as instituições para delas se beneficiarem.

Cunha ameaça para conquistar o que quer, diz ministro


O cineasta Luiz Carlos Barreto também foi ao Congresso levar a Carta ao Brasil e ressaltou que o movimento de apoio a Dilma não é partidário.

— Nós estamos fazendo uma luta isenta e não partidária. O nosso partido é Brasil, é a democracia, é o Estado Democrático de Direito, com todas as vantagens que ele confere ao cidadão. E nós queremos que essa Constituição seja respeitada. Porque quem é eleito para essas Casas, tanto do Senado, quanto da Câmara, tem a obrigação precípua e primeira de defender a democracia. Ninguém é eleito para vir aqui defender seus interesses pessoais e seus negócios pessoais.

Antes de levar o documento ao presidente do Congresso, o grupo fez um breve ato no Salão Verde da Câmara dos Deputados.

Acompanhe todo o conteúdo da Rede Record no R7 Play

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.