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Assessores já veem renúncia como 'melhor opção'

Ministro Edson Fachin autorizou abertura de inquérito para investigar o presidente

Brasil|Do R7

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Michel Temer
Michel Temer Aluízio de Assis

Diante da autorização de abertura de inquérito para investigar o Michel Temer, feita pelo ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), assessores do presidente já passaram a ver a renúncia como a melhor opção.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, um dos ministros cofidenciou que a renúncia é a "melhor opção".


Outros intelocutores de Temer, no entanto, consideram que a saída mais honrosa seria esperar pela cassação da chapa Dilma/Temer, marcada para o próximo dia 6.

Nesta quinta-feira (18), Fachin, relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a abertura de inquérito em um desdobramento dos conteúdos apresentados pelos empresários Joesley e Wesley Batista em acordo de colaboração premiada homologado pelo ministro.


A investigação é por suspeita de envolvimento do presidente na possível "compra" do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O caso veio à tona nesta quarta-feira (17) após matéria de O Globo revelar de que os donos da empresa JBS, Joesley Batista e o seu irmão Wesley Batista, disseram ter gravado uma conversa na qual o presidente teria dado aval a propina para garantir que Cunha ficasse calado.


A gravação, feita por Joesley em março com um gravador guardado no bolso do paletó, foi citada na declaração que os controladores da JBS deram à Procuradoria-Geral da República em abril durante o processo para firmar acordo de delação premiada.

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