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Ativistas pró e contra impeachment elegem ao menos 13 candidatos no País

Pró impeachment elegeram 8 candidatos, enquanto os movimentos contrários elegeram 5

Brasil|Do R7

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Houve candidatos eleitos tanto de movimentos pró impeachment de Dilma Rousseff como contra nas eleições de 2016
Houve candidatos eleitos tanto de movimentos pró impeachment de Dilma Rousseff como contra nas eleições de 2016

Movimentos que atuaram a favor e contra o impeachment da ex-presidente Dilma Roussef (PT) elegeram ao menos 13 candidatos em todo o País nas eleições municipais desse domingo (2). Os resultados mais expressivos foram conseguidos pelo MBL (Movimento Brasil Livre), que liderou os protestos pela saída de Dilma e elegeu oito dos 45 candidatos que lançou — um prefeito e sete vereadores. Dos movimentos contra o impeachment saíram 19 candidatos e cinco foram eleitos.

Apoiado pelos partidos que se opunham ao PT, o MBL tinha como proposta inicial ser um movimento apartidário, mas em 2015 optou por apoiar integrantes que se candidatassem a cargos eletivos. O único candidato a prefeito, José Pocai Junior (PPS), venceu concorrentes do PROS e do PSDB e vai assumir a prefeitura de Monte Sião (MG).


Em São Paulo, o MBL teve a vitória mais expressiva, com a eleição de Fernando Silva Bispo, o Fernando Holliday (DEM) para a Câmara de Vereadores da capital com 48.055 votos. Holliday fará parte da base de apoio ao prefeito eleito João Dória (PSDB) para quem trabalhou na campanha.

Em Porto Alegre, o MBL lançou dois candidatos a vereador e elegeu Ramiro Rosário (PSDB), com 4.676 votos. No interior gaúcho, foi eleito Leonardo Braga (PSDB) em Sapiranga. No Paraná o movimento elegeu os vereadores Filipe Barros (PRB), em Londrina, e Homero Marchese (PV), em Maringá.


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No interior São Paulo, Carol Gomes (PSDB) foi eleita em Rio Claro e Marschelo Meche (PSDB) para a Câmara de Americana. O maior revés do MBL foi a derrota de Rubens Nunes, o Rubinho Nunes, do PMDB, candidato a vice-prefeito de Vinhedo (SP). Fundador e uma das principais lideranças do movimento, Rubinho foi vice na chapa de Dario Pacheco, do PTB, derrotado pelo atual prefeito, reeleito, Jaime Cruz (PSDB).


Contra

O MST (Movimento dos Sem-Terra), que lutou contra o impeachment de Dilma e não reconhece o governo de Temer, não lançou candidatos, mas pelo menos 14 postulantes concorreram usando a sigla do movimento. Dois deles se elegeram vereadores pelo PT: Nildo da Silva Souza, o Nildo do MST, em Igrapiúna (BA), e José Francisco Corrêa Neto, o Neto do MST, em Boa Vista do Tupim (BA).


A CUT (Central Única dos Trabalhadores) que também esteve à frente de movimentos contra o impeachment, elegeu Sidney Marcos Ramos, o Marcão da CUT, do PT, para a Câmara de Itamaraju (BA). A CUT e o MST reelegeram o prefeito e militante Luciano Duque, em Serra Talhada (PE).

A presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Carina Vitral (PCdoB) concorreu à prefeitura de Santos (SP) com a bandeira contra o impeachment, mas ficou em segundo lugar no pleito, vencido no primeiro turno pelo tucano Paulo Alexandre Barbosa.

Representante da Bancada Ativista, Sâmia Bomfim (PSOL) fez parte do MPL (Movimento Passe Livre) e se elegeu vereadora em São Paulo com 12.464 votos, em 55º lugar.

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