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Banqueiro preso na Lava Jato deve ser levado ainda hoje para Curitiba

André Esteves, do BTG Pactual, passou a última noite na penitenciária Bangu 8

Brasil|Do R7, com Agência Brasil

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Esteves (foto) é acusado de integrar plano para obstruir a Operação Lava Jato
Esteves (foto) é acusado de integrar plano para obstruir a Operação Lava Jato

O diretor-executivo e maior acionista do banco BTG Pactual, André Esteves, continua preso no Rio de Janeiro e poderá ser transferido pela Polícia Federal ainda nesta sexta-feira (27) para Curitiba, onde se desenvolve parte dos processos da Operação Lava Jato, sob a jurisdição do juiz federal Sérgio Moro.

Ontem à noite, o banqueiro foi levado da Superintendência da Polícia Federal para a penitenciária de Bangu 8. A justificativa foi de que não havia espaço físico para abrigar preso naquele local.


Também está preso no Rio, desde hoje cedo, o ex-advogado de Nestor Cerveró Edson Ribeiro. Ainda não há confirmação se a transferência dele será feita junto com Esteves.

O advogado foi preso no aeroporto do Galeão, quando chegava de Miami. Ele, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), um assessor do político e o banqueiro são acusados pelo Ministério Público Federal de tentar obstruir a Operação Lava Jato.


Segundo as investigações, baseadas principalmente em reuniões gravadas pelo filho de Cerveró, o objetivo do grupo era comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras em uma eventual delação premiada ou até convencê-lo a não colaborar com a Justiça.

Cardápio de banqueiro em Bangu inclui sobremesa e guaraná


Para isso, seria paga, por meio do BTG Pactual, uma mesada de R$ 50 mil à família de Cerveró. O grupo planejou até uma possível fuga do ex-diretor para a Espanha, caso ele fosse colocado em liberdade.

Segundo a procuradoria, André Esteves tinha uma cópia de minuta de anexo do acordo de colaboração premiada assinado por Nestor Cerveró, “confirmando e ilustrando a existência de canal de vazamento na Operação Lava Jato que municia pessoas em posição de poder com informações do complexo investigatório”.

Delcídio do Amaral e o assessor dele permanecem na Polícia Federal, em Brasília. Como tem foro privilegiado, o senador não pode ser levado a uma cadeia. Ele está em uma sala improvisada da superintendência desde quarta-feira (25).

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