Bate-bolas fogem da violência e ocupam novas áreas no Carnaval do Rio de Janeiro
Grupos de foliões fantasiados são tradição no subúrbio carioca
Brasil|Agência Brasil

Comuns nas brincadeiras de carnaval, nos subúrbios do Rio de Janeiro, os personagens de bate-bolas, com as coloridas fantasias de “Clóvis” chamaram a atenção na orla de Copacabana, zona Sul da cidade, na última segunda-feira (8). Curiosos tiravam fotos e turistas estrangeiros abordavam o grupo para entender as assustadoras máscaras e barulhentas bolas.
O nome “Clóvis” tem origem na palavra inglesa “Clown”, que significa palhaço, tentava explicar um dos rapazes do grupo Os Renegados de Anchieta, criado há nove anos por amigos do bairro de mesmo nome, na zona norte do Rio.
O fundador do grupo, o vendedor Carlos Fernando Santiago Filho, 31 anos, explicou que por causa da violência entre grupos de bate-bolas, eles têm evitado brincar nas zonas Norte e Oeste.
— Cada dia vamos para um bairro ou cidade diferente, onde tenha bloco mais tranquilo. Também curtimos Anchieta, mas fugimos das brigas, e aqui na zona sul o carnaval é mais bonito
Lucas Barbosa Gomes, 16 anos, integrante mais novo do grupo comentou “Tem grupos do bem, mas também há grupos do mal, que só querem ir para guerra. E não curtimos essas brigas entre grupos”.















