Bombeiro diz que todos os ministérios precisam fazer simulação contra incêndio
Funcionários que viveram susto em ministério na terça (19) falam sobre experiência no treinamento
Brasil|Marina Marquez, do R7, em Brasília
A experiência dos funcionários dos ministérios das Comunicações e do Transporte na última terça-feira (19), durante um princípio de incêndio no subsolo do prédio, em Brasília (DF), fez a diferença e evitou que houvesse vítimas. É o que informa o tenente-coronel Mauro Sérgio de Oliveira, do Corpo de Bombeiros.
Segundo Oliveira, é "importantíssimo e indispensável" que todos os ministérios façam simulações porque são prédios grandes e com muitos funcionários.
— Faz toda a diferença e fez toda a diferença os funcionários saberem o que fazer em uma situação real de incêndio. O pânico diminui e há um controle maior das pessoas quando elas já passaram por um treinamento semelhante.
O chefe da Comunicação do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal explica que, no caso do incêndio da última terça-feira (19), mesmo não tendo fogo, a fumaça tóxica poderia ter deixado vítimas, se as pessoas não tivessem deixado o prédio com rapidez.
— Se a pessoa fez a simulação, ela sabe, por exemplo, que não pode ir para cima, e sim para baixo. Sabe que deve usar as escadas, evitar respirar a fumaça, não pode se desesperar e mais importante, sabe onde é a escada que deve descer, onde estão as saídas de emergência.
Calma
Elias Prado trabalha no Ministério dos Transportes há 20 anos e participa de todas as simulações de incêndio. Segundo ele, saber o que fazer quando viu a fumaça o deixou calmo.
— Quando vi a fumaça, pedi todo mundo para ficar calmo, peguei minhas coisas e fui atrás da minha mulher, que trabalha no subsolo. Fomos avisando um a um e todo mundo deixou o prédio sem pânico. Mas era muita fumaça, eu mal conseguia ver o rosto dela.
A mulher de Elias, Rubia Prado, se assustou com a fumaça preta, mas disse que rapidamente deixou o local, porque sabia onde era a saída.
— As pessoas estavam tranquilas. Muito porque ninguém acreditava que era fogo de verdade, mas também porque todo mundo tinha participado do treinamento, tinha noção do que fazer.
Funcionária do Ministério de Minas e Energia, prédio em frente ao que pegou fogo, Lidineia Macedo, assistiu o abandono do prédio e disse que se lembrou dos treinamentos.
— A gente viu as pessoas deixando igual nas nossas simulações. Pela escada, sem pânico. Eu acho que se todo mundo sabe o que fazer, onde ir, como avisar os colegas, o risco de vítimas é bem menor.















