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Bovespa cai mais de 8% em agosto e tem o pior desempenho mensal do ano

Nesta segunda-feira, o Ibovespa recuou 1,12% e atingiu os 46.625 pontos

Brasil|Do R7

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Resultado da Bovespa foi influenciado pelos novos sinais da dificuldade para promover o ajuste das contas públicas
Resultado da Bovespa foi influenciado pelos novos sinais da dificuldade para promover o ajuste das contas públicas

A Bovespa fechou em queda nesta segunda-feira (31), após novos sinais da dificuldade extrema do governo brasileiro em promover o ajuste das contas públicas, com o envio da proposta orçamentária ao Congresso Nacional prevendo déficit primário em 2016.

O viés negativo em Wall Street, diante de dúvidas renovadas sobre quando o Federal Reserve começará a elevar os juros, endossou as perdas no pregão local, embora o declínio tenha sido limitado pelos ganhos das ações da Petrobras na esteira da disparada dos preços do petróleo.


O Ibovespa caiu 1,12%, a 46.625 pontos. Na mínima, recuou mais de 3%. O giro financeiro totalizou R$ 9,2 bilhões. Em agosto, o índice de referência do mercado acionário brasileiro acumulou perda de 8,33%, pior desempenho mensal em 2015.

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Nesta segunda-feira, o governo encaminhou ao Congresso Nacional proposta do Orçamento da União de 2016 prevendo um déficit primário do governo federal de R$ 30,5 bilhões no próximo ano, ou equivalente a 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto) — soma de todas as riquezas do País. A expectativa é que o setor público consolidado, que inclui Estados e municípios, registre déficit primário equivalente a 0,34% do PIB em 2016.

"Isso confirma toda a dificuldade do governo em reduzir gastos e intensifica o risco de perda da avaliação grau de investimento do País", disse o gestor Eduardo Roche, da Canepa Asset Management.


O economista-chefe e sócio do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, avaliou que indicar um déficit primário no Orçamento, em vez de superávit, "significa admitir que o País não consegue se decidir por um caminho que evite o pior".

"E significa também que não há consenso para transformar um desequilíbrio no presente em equilíbrio futuro. O resultado será uma dívida crescente. E um risco Brasil maior. Nesse caso, as agências de classificação provavelmente reduziriam o grau de investimento do Brasil", afirmou Goldfajn, em nota a clientes.


A pressão no mês de agosto veio de preocupações com o horizonte fiscal e a deterioração do panorama econômico local, combinadas a apreensões acerca da economia e dos mercados na China e dúvidas sobre a política monetária norte-americana.

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