Brasil Brasil cai 17 posições e tem pior ranking de corrupção em 5 anos

Brasil cai 17 posições e tem pior ranking de corrupção em 5 anos

País passou do 79º para o 96º lugar em ranking da Transparência Internacional e está atrás de Sri Lanka, Burkina Faso e Ruanda

Reuters
Transparência: Brasil não enfrenta a origem da corrupção

Transparência: Brasil não enfrenta a origem da corrupção

Jose Lucena/Futura Press/Folhapress - 23.01.2018

O Brasil caiu 17 posições no ranking global de corrupção divulgado nesta quarta-feira (21) pela ONG Transparência Internacional. 

No ranking de 2017, o Brasil passou a ocupar a posição número 96 entre 180 países e territórios, ante a colocação número 79 na pesquisa anterior, ficando atrás de países como Timor Leste, Sri Lanka, Burkina Faso, Ruanda e Arábia Saudita.

É a pior colocação do país nos últimos cinco anos, período em que foi deflagrada a Operação Lava Jato, que investiga desvios de recursos e pagamento de propinas entre grandes empresários, funcionários públicos e os maiores partidos políticos brasileiros. Em março de 2014, quando começou a operação, o Brasil ocupava a 69ª posição no ranking.

Segundo a organização, faltam respostas às causas estruturais da corrupção no país.

O índice brasileiro caiu 3 pontos, de 40 para 37, em uma escala em que 0 significa alta percepção de corrupção e 100 elevada percepção de integridade. De maneira geral, a Transparência Internacional considera que qualquer nota menor do que 50 no IPC indica que o país não está conseguindo lidar com a corrupção.

"A piora no ranking se deve à percepção de que os fatores estruturais da corrupção nacional seguem inabalados, tendo em vista que o Brasil não foi capaz de fazer avançar medidas para atacar de maneira sistêmica este problema", disse a organização, em comunicado.

Placa de protesto contra a corrupção em frente ao Congresso, em Brasília

Placa de protesto contra a corrupção em frente ao Congresso, em Brasília

Ueslei Marcelino/Reuters - 16.10.2017

Segundo a Transparência Internacional, o combate à corrupção por meio de ações como a operação Lava Jato normalmente se traduz em um primeiro momento no agravamento da percepção de corrupção, pois traz o problema à luz, mas a permanência nesse enfrentamento normalmente se traduz numa reversão da queda, pois a população começa a perceber maior controle da corrupção.

No caso do Brasil, no entanto, o resultado negativo deste ano "acende o alerta de que a luta da sociedade brasileira contra a corrupção pode, de fato, estar em risco", afirmou a organização.

De acordo com o ranking da Transparência Internacional, a Nova Zelândia é o país com a menor percepção de corrupção do mundo, com 89 pontos, enquanto a Somália ocupa a última colocação dos 180 no ranking, com apenas 9 pontos.

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