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Brasil deve usar reserva cambial para estimular economia? Especialistas opinam sobre o assunto

Pais possui cerca de R$ 1 trilhão em moeda estrangeira, segundo o Banco Central

Brasil|Do R7

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O País deve usar cerca de US$ 357 bilhões (cerca de R$ 1,037 trilhão) que possui em reserva cambial para reaquecer a economia? A presidente Dilma Rousseff tem se mostrado contrária à medida no momento. Mas, dentro do governo, a possibilidade vem sendo debatida.

A reserva cambial é o total de dinheiro em moeda estrangeira que o país possui. Quando o país exporta mais do que importa, como tem sido o caso do Brasil nos últimos anos, a reserva cresce. Quando as importações superam as exportações, as reservas caem.


Em geral, a reservas funcionam como uma espécie de seguro para o mercado internacional. Um país com muita reserva é bem-visto, pois tem dinheiro para pagar sua dívida em dia.

O caso é semelhante a uma pessoa que possui muito dinheiro na poupança: ela tem mais facilidade, por exemplo, para pegar um empréstimo, pois quem empresta sabe que ela é capaz de pagar.


Justamente por essa função de “seguro”, o economista Roberto Padovani, economista do Banco Votorantim, acha que é prudente que o País não use as reservas.

— Se tem um momento que a gente não deve usar reservas, é agora. É um seguro e estamos em um momento em que o risco está aumentando muito.


Já Guilherme Mello, professor do Instituto de Economia na Unicamp, defende que, como as reservas brasileiras estão bastante altas, seria interessante que se usasse, por exemplo, 10% delas, ou menos, para realizar obras públicas ou aumentar o crédito ao setor privado sem comprometer o ajuste fiscal.

— O grande desafio para o Brasil agora é a retomada do crescimento. E precisamos encontrar de alguma frente de crescimento que não dependa da própria retomada do crescimento. O empresário privado só vai voltar a investir se o País voltar a crescer.


Confira abaixo, a conversa entre os dois economistas com o jornalista Heródoto Barbeiro.

Neste primeiro vídeo, Padovani dá seu ponto de vista:

E abaixo Mello dá a sua opinião:

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