Câmara cancela votação de relatório e decide levar reforma política direto ao plenário
Decisão foi tomada em almoço na casa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
Brasil|Bruno Lima, do R7, em Brasília

Após almoçar com líderes em sua residência oficial em Brasília nesta segunda-feira (25), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), definiu que a reforma política será votada diretamente pelo plenário da Casa.
Uma sessão da comissão especial que analisa o tema estava marcada para às 18h desta segunda, onde seria votado o relatório do deputado Marcelo Castro (PMDB-PI).
No almoço, estavam presente os líderes do PPS, DEM, PMDB, PSDB e do governo. A decisão deve ser comunicada aos demais líderes na reunião das bancadas marcada para as 18h desta segunda-feira.
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O relator da reforma política no plenário deve ser o presidente da comissão especial, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).
O líder do DEM na Câmara, deputado Mendonça Filho (PE), explicou que a decisão foi tomada pela relevância do texto e que a reforma deverá ser votada por tópicos.
— A estratégia é que a gente possa apreciar e deliberar sobre a matéria reforma política passo a passo, ponto a ponto, para que a gente tenha melhor oportunidade de discutir o texto e os grandes temas.
A sessão plenária que vai debater o assunto deve ser realizada nesta terça-feira (26) e deve votar, primeiramente, as propostas de sistema eleitoral, financiamento de campanha, fim da reeleição e duração de mandato, nesta ordem.
Mendonça Filho explicou que os maiores destaques devem ser o sistema eleitoral e as doações de campanha.
— A matéria mais relevante é o sistema de eleição dos parlamentares. Se será o distrital puro, misto ou o sistema em lista ou até mesmo o distritão como alternativas que estão sendo postas aqui na casa e ao mesmo tempo regularizar e regulamentar a questão do financiamento das campanhas políticas.
O líder do DEM também afirmou que o trabalho realizado pela comissão especial, criada em fevereiro deste ano, não será jogado fora.
— Muito trabalho que foi feito pela comissão especial e pelo relator será considerado no processo de apreciação do plenário da Câmara Federal. Apenas o processo de apreciação pelo plenário, se vier um texto rígido da comissão especial, ele termina dificultando a apreciação da reforma política de forma fatiada pelo plenário da casa.















