Câmara deve votar hoje fim do 14º e 15º salários para deputados e senadores
Medida já foi aprovada pelo Senado em maio do ano passado
Brasil|Do R7
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, anunciou que o Plenário deve votar nesta quarta-feira (26) a proposta que acaba com os 14º e 15º salários de deputados e senadores.
Ele ressaltou que a inclusão do projeto na pauta foi apoiada por todos os líderes partidários.
— É uma decisão para o bem desta Casa.
Só 47 senadores pagaram IR sobre 14º e 15º salários e aliviaram rombo de R$ 5 mi. Saiba quem são
Líderes de todos os partidos assinaram um requerimento de urgência para votação da proposta – o requerimento também deve ser votado amanhã, em Plenário. O líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que a votação segue os anseios da sociedade.
— Deve haver um tratamento equânime para todos os trabalhadores.
Segundo o líder do PT, deputado José Guimarães (CE), não deverá haver nenhum tipo de compensação financeira aos deputados em razão da medida.
Entenda o caso
Em maio do ano passado, o Senado Federal aprovou, por unanimidade, o projeto de Decreto Legislativo que acaba com o 14º e 15º salários. Apesar de nenhum dos 81 senadores ter se manifestado contra, apenas 15 abriram mão do benefício.
Atualmente, cada parlamentar recebe R$ 26,7 mil por mês, fora os benefícios como plano de saúde, cota para gastos de gabinete (que cobre a conta de telefone, correspondências, transporte etc.), além de passagens áreas.
A ajuda de custo que ficou conhecida como 14º e 15º salários é paga sempre no início e no final do mandato e custa R$ 4,3 milhões por ano ao Senado e outros R$ 27,3 milhões à Câmara dos Deputados.
Entre os que abriram mão do benefício, estão os senadores Ana Amélia (PP-RS), Ana Rita (PT-ES), Antonio Russo (PR-MS), Cristovam Buarque (PDT-DF), João Capiberibe (PSB-AP), João Costa (PPL-TO), João Vicente Claudino (PTB-PI), Lindbergh Farias (PT-RJ), Pedro Taques (PDT-MT), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Waldemir Moka (PMDB - MS) e Walter Pinheiro (PT-BA).
Alguns senadores que defenderam o fim do 14º e 15º no plenário durante a votação não abriram mão do benefício.
É o caso de Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que disse que a ajuda de custo "distorce a realidade da população", e de Eduardo Suplicy (PT-SP), que argumentou que "para o conjunto dos trabalhadores, não há algo dessa natureza".
Dos 81 senadores, apenas 13 devolveram o dinheiro extra. Na Câmara, o projeto que acaba com o 14º e o 15º salários ainda está em discussão.















