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Câmera Record é um dos vencedores do 6º Prêmio Patrícia Acioli

Reportagem sobre trabalho escravo ficou em terceiro lugar

Brasil|Do R7

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“As Casas da Escravidão” ficou em terceiro lugar
“As Casas da Escravidão” ficou em terceiro lugar

A reportagem “As Casas da Escravidão”, produzida pela Record TV e exibida em fevereiro pelo Câmera Record, resultado de um trabalho de investigação de três meses dos repórteres Romeu Piccoli, Ana Haertel, Daniel Motta e do editor Marcelo Magalhães, ficou em 3º lugar na categoria Reportagens Jornalísticas do 6º Prêmio Patrícia Acioli de Direitos Humanos.

A premiação, organizada pela Amaerj (Associação de Magistrados do Estado do Rio de Janeiro), aconteceu na última segunda-feira (6), no Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.


Cerca de 200 pessoas participaram do evento, que reuniu magistrados, membros do Ministério Público, defensores, advogados, jornalistas, professores, líderes de movimentos sociais e estudantes.

A associação homenageou a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, com o Prêmio Hors-Concours por sua notável atuação em defesa dos direitos humanos.


A presidente da Amaerj, juíza Renata Gil, destacou que foram registradas mais de 60 mil mortes violentas em 2016 no País.

— Sete pessoas são assassinadas por hora no Brasil. Esta é a nossa guerra, diária, que atinge toda a população brasileira, em especial a do Rio de Janeiro, como meus colegas magistrados conhecem tão bem. Mais do que estatísticas, são vidas ceifadas violentamente. Essa realidade é inaceitável. Precisamos tomar providências urgentes para combater essa guerra.


Para Raquel, o prêmio honra o legado de coragem e zelo pelo bem comum da juíza Patrícia Acioli.

— É um prêmio que está ancorado na defesa de direitos humanos, e este é um mote importante para falarmos de dignidade, de igualdade e de liberdade.


Para a procuradora, "há sinais muito preocupantes de ofensas a direitos fundamentais no Brasil, no presente e no futuro".

— A morte precoce de jovens atinge o destino da nação. Falar em direitos humanos é muito importante porque significa falar daquilo que mais interessa a cada um de nós. Resgata a possibilidade de contarmos uns com os outros. É como falar de confiança e de esperança.

Dodge também estava presente na premiação
Dodge também estava presente na premiação

O presidente do TJ-RJ, Milton Fernandes, disse que o prêmio ultrapassou as fronteiras e discute hoje temas de amplitude global.

— É um evento que simboliza a harmonia na sociedade. O prêmio tomou corpo e produz a paz, procurando conscientizar as pessoas pela necessidade de bem-estar da vida em sociedade mundial.

A mesa de cerimônia foi composta por Renata Gil (presidente da Amaerj), Milton Fernandes (presidente do TJ-RJ), Raquel Dodge (procuradora-geral da República), Leonardo Espíndola (procurador-geral do Estado), Maria Lúcia Jardim (presidente do RioSolidario e primeira-dama do Estado), Antônio Carlos de Sá (procurador-geral do Município), Jacqueline Montenegro (presidente do TRE-RJ), Alexandre Araripe Marinho (sub-procurador de Justiça do MP-RJ), André Luís de Castro (defensor público-geral do Estado), Jayme de Oliveira (presidente da AMB), Cláudio dell’Orto (ex-presidente da Amaerj e representante da Emerj), Bernardo Cabral (ex-senador) e Marcia Succi (diretora de Direitos Humanos da Amaerj). Também estiveram presentes familiares da juíza Patrícia Acioli.

Reportagem premiada

“Casas da Escravidão” é um registro inédito na televisão brasileira sobre as condições de trabalho em fábricas de costura de São Paulo. A reportagem já venceu neste ano o Prêmio Nacional de Jornalismo do Ministério Público, na categoria Telejornalismo.

A equipe flagrou 22 confecções clandestinas explorando trabalhadores de todas as maneiras, uma das investigações mais complexas já realizadas sobre o trabalho escravo na Grande São Paulo.

O procurador da Justiça do Trabalho, Luiz Fabre, estima existir 100 mil pessoas em condições de escravidão só na capital paulista.

Foi em uma dessas oficinas que o repórter Daniel Motta conseguiu uma vaga de emprego, disfarçado de migrante nordestino recém-chegado a São Paulo.

O repórter foi contratado sem carteira assinada e teve que trabalhar incansáveis 14 horas por dia, com a promessa de receber no final do mês um salário de cerca de R$ 400.

O Câmera Record teve acesso exclusivo a imagens que mostram trabalhadores de uma oficina, em condições degradantes, colocando etiquetas de uma outra grande empresa de roupas, que possui 35 lojas no Estado de São Paulo.

A jornalista Karina Lajusticia representou a área institucional da Record TV no evento.

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