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Cardozo diz que é dever de ministro prestar contas ao Congresso

Ministro da Justiça nega que se sinta abandonado pelo governo e pelo PT

Brasil|Sandro Guidalli, do R7, em Brasília

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Cardozo negou mal-estar com convocação para ir à CPI da Petrobras
Cardozo negou mal-estar com convocação para ir à CPI da Petrobras

Convocado na quinta-feira (9) para falar à CPI da Petrobras na Câmara dos Deputados, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, negou nesta sexta-feira (10) que tenha ficado supreso com a aprovação dos três requerimentos que o chamam a prestar esclarecimentos à comissão.

A ida dele à CPI ainda não tem data marcada, mas pode ocorrer em agosto. Cardozo disse que é dever de ministro prestar contas ao Congresso e que tanto faz se é por meio de um convite ou por meio de uma convocação a qual ele é obrigado a comparecer.


— Não é desgastante. É um dever e é correto prestar contas.

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O ministro também afirmou que não se sente abandonado pelo governo, já que não houve esforços na CPI para impedir a aprovação dos requerimentos de convocação. Os três requerimentos aprovados foram assinados por seis deputados.

— Ao contrário, a bancada do PT manifestou recentemente apoio ao meu trabalho.


Cardozo falou que seu trabalho é o de garantir a autonomia das investigações e não instrumentalizar a Polícia Federal. Ele vem sendo criticado por setores do governo por não exercer mais controle sobre a Polícia Federal.

— Acho que há uma certa esquizofrenia nisso tudo. Uma hora me criticam [no caso do suposto cartel de trens de São Paulo] por instrumentalizar, outra me criticam por supostamente não ter controle sobre as investigações [no caso dos escândalos da Petrobras].


Uma dos questionamentos que serão feitos na CPI é quanto aos encontros que o ministro teve com advogados das empreiteiras. Segundo a deputada federal Eliziane Gama (PPS-MA), autora de um dos três requerimentos aprovados, é preciso saber quais assuntos foram tratados e por que a reunião foi sigilosa já que na agenda não constavam para quem trabalhavam os advogados.

— O ministro precisa explicar do que foi tratado, o que as empreiteiras pediram a ele. É muito estranho um ministro de Estado receber advogados de empresas que estão no foco da Operação Lava-Jato sem que se saiba a razão do encontro.

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