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Chance de negro ser morto em Alagoas é 8 vezes maior que em Santa Catarina 

Mais de 39 mil negros são assassinados por ano no Brasil contra 16 mil de não negros, diz Ipea 

Brasil|Do R7

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Negro tem mais chande de ser morto no Brasil
Negro tem mais chande de ser morto no Brasil

Mais de 39 mil brasileiros negros são assassinados todo ano no Brasil contra 16 mil de outras "raças". Estes números são resultado de um estudo divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) nesta terça-feira (19) sobre Vidas Perdidas e Racismo no Brasil.

A diferença é maior nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Em Alagoas, por exemplo, a chance de um negro ser assassinado é quase oito vezes maior do que em Santa Catarina.


Os dados são baseados em informações do SIM/MS (Sistema de informações sobre Mortalidade/Ministério da Saúde) e do Censo Demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2010 e mostram que a cada 100 mil habitantes, 36 assassinados são negros contra 15,2 não negros. Ou seja, são 2,4 negros para cada habitante de outra "raça" — nomenclatura utilizada pelo Ipea . 

Outros tipos de violência


A perda da expectativa de vida ao nascer devido à violência também é fator analisado pelo estudo. Quando considerados, junto ao homicídio, suicídios e acidentes, homens negros têm a maior perda de expectativa de vida, sendo 3,5 anos de vida contra 2,57 dos homens de outra cor/raça. Proporcionalmente, a diferença é ainda maior considerando apenas o homicídio, onde o homem negro perde, ao nascer, 1,73 ano de vida, enquanto o homem não negro perde 0,81.

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Já entre as mulheres, a perda de expectativa de vida levando em consideração homicídio, suicídio e acidentes é menor: 0,65 para as negras e 0,74 para as não negras. Vale observar que a diferença entre mulheres negras e não negras é inversa à dos homens, em que as negras têm menor perda de expectativa de vida em relação às não negras. Mas isto só ocorre porque mulheres não negras são maioria nos casos de acidente.

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