Com aumento do preço dos combustíveis, pato da Fiesp volta à avenida Paulista
Presidente da federação se disse “indignado” com alta de impostos
Brasil|Do R7, com Estadão Conteúdo

Famoso nos protestos contra a então presidente Dilma Rousseff em 2015 e 2016, o pato inflável da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) havia sumido. Mas ressurgiu nesta sexta-feira (21), em frente ao prédio da entidade na avenida Paulista, após o governo anunciar aumento dos impostos sobre os combustíveis.
O objeto foi criado como parte da campanha “Não vou pagar o pato”, que tinha como mote a oposição à nova CPMF, proposta pelo governo Dilma.
Apesar de apoiar o governo Temer, a Fiesp não concorda com a alta de impostos para aliviar as contas da União.
Na quinta-feira (20), o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, se disse "indignado" com a medida, e avaliou que a elevação de tributos deve agravar a crise num momento em que a economia dá sinais de recuperação. A campanha da Fiesp tem como tema "Não vou pagar o pato", em alusão a tarifas que poderiam ser elevadas para cobrir o rombo no orçamento federal.
Entidades empresariais criticam alta de impostos sobre combustíveis
"Aumento de imposto recai sobre a sociedade, que já está sufocada, com 14 milhões de desempregados, falta de crédito e sem condições gerais de consumo", comentou Skaf em nota.
O presidente da Fiesp ainda disse que a entidade patronal mantém suas bandeiras, "independentemente de governos".
"Somos contra o aumento de impostos porque acreditamos que isso é prejudicial para o conjunto da sociedade. Não cansaremos de repetir: Chega de Pagar o Pato. Diga não ao aumento de impostos! Ontem, hoje e sempre".
Paulo Skaf é do PMDB e aliado do presidente Michel Temer.















