Com baixa adesão, aeroportuários permanecem de braços cruzados até a próxima terça-feira (6)
Greve não deve causar atrasos em voos, mas passageiro pode sofrer dentro de aeroporto
Brasil|Do R7

A paralisação dos aeroportuários deverá se estender até a próxima terça-feira (6), já que não houve um acordo para reajuste salarial entre a categoria e a Infraero (estatal que administra os aeroportos do País), segundo o Sina (Sindicato Nacional dos Aeronautas). A adesão dos funcionários foi prejudicada por uma decisão da Justiça do Trabalho, que exige um contingente mínimo de trabalhadores em suas atividades durante a manifestação.
Na última quinta-feira (1º), funcionários de aeroportos do País participaram de assembleias e decidiram prolongar a greve, que começou na última quarta-feira (31). Na próxima terça-feira, haverá uma audiência conciliatória entre a estatal e os aeroportuários no TST (Tribunal Superior do Trabalho), em Brasília (DF).
Os aeroportuários querem reajuste de 16%, que inclui a inflação de maio do ano passado a abril deste ano mais o crescimento do setor no período, e melhorias nos benefícios dados à categoria.
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A Infraero, estatal que administra os aeroportos do País, ofereceu reajuste de 6,4%, que representa somente a reposição da inflação do período e disse ainda não ter uma posição do sindicato sobre esta proposta.
Na última quarta-feira (31), a Infraero tentou impedir o prosseguimento da greve, ao ajuizar uma liminar na justiça contra o Sina (Sindicato Nacional dos Aeronautas). No entanto, o presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro Carlos Alberto Reis de Paula, deferiu apenas parte do pedido da estatal.
O ministro determinou ao sindicato que mantenha 100% das atividades de controle de tráfego aéreo, que assegure a manutenção mínima de 70% dos empregados que atuam na área de segurança e operação e que preserve o percentual mínimo de 40% dos demais empregados da Infraero que não estejam vinculados às áreas mencionadas.
Foi estipulada multa de R$ 50 mil diários para o sindicato no caso de descumprimento de qualquer uma das obrigações.
Impacto para o passageiro
O Sina informou que a paralisação não afeta diretamente as decolagens, já que os funcionários atuam apenas dentro dos aeroportos. No entanto, o conforto dos usuários dos terminais pode ficar prejudicado, informou o diretor de comunicação do sindicato, Alberto Carvalho.
— Pode ocorrer uma falha em uma escada rolante, que pode parar de funcionar, mas o passageiro tem a opção de ir de escada, por exemplo.
Os aeroportos de Viracopos, em Campinas, de Brasília e de Guarulhos não são afetados pela paralisação porque estão sob concessão da iniciativa privada.















