Começa depoimento de Delcídio do Amaral para a Polícia Federal em Brasília
Senador preso deve falar de gravações feitas pelo filho de Nestor Cerveró
Brasil|Do R7

O depoimento do senador Delcídio do Amaral começou por volta das 15h30 desta quinta-feira (26), na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Ele foi preso na manhã de quarta-feira (25), após acusação de obstrução à Justiça nas investigações da Operação Lava-Jato.
Delcídio depõe a um delegado da PF com a presença de dois advogados e um escrivão na mesma sala. A defesa do senador disse estar inconformada com a decisão da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) de referendar a prisão preventiva do parlamentar.
O assessor de Delcídio, Eduardo Marzagão, conversou com o senador nesta quinta-feira (26) pela manhã. Ele disse que o senador amanheceu “menos assustado” após passar a noite em uma sala administrativa adaptada da Superintendência. Ele afirmou ainda que os dois não comentaram a decisão do Senado, que manteve a prisão de Delcídio.
— Não conversamos nada sobre a decisão do Senado. Minha preocupação é com o estado de saúde do senador, que tem problemas digestivos que podem ficar acentuados pela tensão pela qual ele passa. Na conversa que tive há pouco com o senador, vi que ele está bem melhor do que ontem. Ontem ele estava bastante assustado e, a exemplo de todos que o conhecem, surpreendido com o ocorrido. Mas disse também estar tranquilo, sereno, confiante e absolutamente convicto de que a situação vai se reverter.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) usou depoimentos da delação premiada de Nestor Cerveró e do filho dele, Bernardo Cerveró, para pedir a prisão do senador; de André Esteves, dono do Banco BTG Pactual; do ex-advogado de Cerveró Edson Ribeiro, e do chefe de gabinete do senador, Diogo Ferreira. As prisões foram autorizadas dia 24 pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo.
Na gravação,Delcídio ofereceu um pagamento mensal de R$ 50 mil para a família de Cerveró e uma rota de fuga para a Espanha, passando de avião pelo Paraguai, assim que o ex-diretor da Petrobras fosse solto. A oferta era em troca de que Cerveró não mencionasse o senador na delação premiada.















