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Comissão do Senado aprova criação de quase 7.000 cargos públicos no governo federal

O impacto financeiro da medida, que vai ser votada em plenário, é estimado em R$ 484 milhões

Brasil|Do R7, com Agência Senado

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A CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado aprovou, nesta quinta-feira (18), a criação de quase 7.000 cargos públicos federais efetivos, que serão preenchidos por meio de concurso público. Segundo o relator da matéria, senador Gim Argello (PTB-DF), a maioria desses cargos destina-se às áreas de ciência e tecnologia, infraestrutura e regulação.

— São áreas carentes e estratégicas, que indicam as prioridades do Estado com vistas ao incremento do conhecimento, da inovação e do desenvolvimento econômico.


Como o projeto não foi alterado, seguirá para o Plenário com requerimento solicitando votação em regime de urgência. Se aprovado, o texto será encaminhado para sanção da presidente Dilma Rousseff.

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O impacto financeiro da criação dos novos postos, que devem começar a ser preenchidos em 2014, foi estimado em R$ 484 milhões.

A iniciativa consta de Projeto de Lei da Câmara (PLC 126/2012) que altera o Plano Geral de Cargos do Poder Executivo. Após detalhar, no relatório, o número de cargos criados por instituição, Gim Argello tratou das divergências em relação ao projeto. Inicialmente, considerou “infundadas” críticas sobre um "suposto inchaço" da máquina administrativa.


— A relação servidor público/população no Brasil é uma das menores se comparada a de países com o mesmo ou superior grau de desenvolvimento.

Em seguida, ressaltou o fato de todos os cargos propostos só poderem ser preenchidos por concurso público, “o que faculta acesso universal e em igualdade de condições a todos, em homenagem ao mérito daqueles que logram ser aprovados em certames cada vez mais competitivos e difíceis”.

O parlamentar destacou ainda que a ampliação do quadro de pessoal efetivo do governo federal segue orientação dos órgãos de controle interno e externo, que defendem a substituição de contratações precárias, como terceirizações, prestação de serviços e contratações temporárias, pela admissão de servidores concursados, com vínculo efetivo com o Estado.

Por fim, Gim Argello elogia dispositivo do PLS 126/2012 determinando que os cargos propostos sejam ocupados de forma gradual e de acordo com autorização expressa no Orçamento da União.

Autor do pedido de análise urgente, o senador José Pimentel (PT-CE) afirmou que a matéria é fundamental para estruturar a máquina pública federal.

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