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Comissão do Senado rejeita proposta para liberar jogos de azar

Contrários ao projeto apontaram problemas como facilidade para lavagem de dinheiro e vulnerabilidade de idosos e aposentados

Brasil|Fernando Mellis, do R7

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Projeto segue para avaliação do plenário do Senado
Projeto segue para avaliação do plenário do Senado

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado rejeitou, nesta quarta-feira (7), o projeto de lei que legalizaria os jogos de azar no Brasil, de autoria do senador Ciro Nogueira (PP-PI). O colegiado aprovou, logo em seguida, voto em separado do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que pede a derrubada da proposta. O texto segue para votação em plenário, ainda sem data marcada. 

Em seu voto, o senador da Rede defendeu o ponto de vista do Ministério Público Federal, de que os jogos de azar facilitam o crime de lavagem de dinheiro. 


"A preocupação de que, mesmo em países onde os jogos de azar são bem regulados, o risco de uso dessa indústria para a lavagem de dinheiro é alto, está bastante presente na comunidade internacional", argumentou Randolfe.

O senador Magno Malta (PP-ES), que apresentou outro voto contrário, ressaltou o problema que os jogos trariam para a população idosa em especial.


"Esse público — já, por sua própria condição, mais vulnerável — estará exposto ao perverso método de sedução utilizado pelos donos de cassinos e outras casas de jogos, que vendem a imagem de seus estabelecimentos como a oportunidade de se encontrar diversão, sair da solidão, e ainda ganhar um dinheiro extra nas modernas e atraentes máquinas de apostar", sustentou.

Em parecer na Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), considerou que o Brasil precisava se modernizar na questão dos jogos de azar.


"Enquanto isso, o Brasil simplesmente manteve a proibição, tendo permanecido inerte diante da evolução mundial nas formas regulatórias do jogo. Como efeito desse isolamento, há, entre nós, um desconhecimento generalizado a respeito das práticas globais mais modernas sobre o jogo. Atualmente, nosso país está entre as poucas nações que ainda não regulamentaram os jogos de azar", observou.

Ciro Nogueira argumentou que o objetivo do projeto é garantir mais dinheiro aos cofres públicos, além de gerar milhares de empregos. Afirmou ainda que existe uma "cortina de fumaça", como se o jogo já não fosse uma realidade:


— O Brasil hoje é um dos países em que mais se joga no mundo. O mercado clandestino movimenta cerca de R$ 20 bilhões por ano — estimou.

*Com informações da Agência Senado.

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