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Confira as propostas dos candidatos à Presidência para a economia

Os 13 postulantes ao Planalto traçam planos de desenvolvimento econômico, geração de empregos e busca de investimentos em seus programas

Brasil|Alexandre Garcia, do R7

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Presidente eleito vai herdar déficit de R$ 139 milhões
Presidente eleito vai herdar déficit de R$ 139 milhões

Com a previsão de rombo de R$ 139 bilhões nas contas públicas, quase 13 milhões de desempregados e um crescimento econômico abaixo do esperado no início do ano, os candidatos à Presidência da República têm conhecimento da missão de colocar a economia em dia a partir do primeiro dia em que pisarem no Palácio do Planalto.

Pensando nisso, o R7 reuniu as propostas dos 13 postulantes ao principal cargo do Executivo para o desenvolvimento econômico e apresenta abaixo alguns dos pontos presente nos programas de governo de cada um deles em ordem alfabética.


Alvaro Dias (Podemos)

Alvaro Dias estima expansão econômica de 5% ao ano
Alvaro Dias estima expansão econômica de 5% ao ano

Com um projeto de governo destinado à "refundar as bases da República" com um plano de 19 metas para retomar o crescimento acelerado e sustentável, o candidato do Podemos afirma que, se eleito, tornará a economia nacional "mais estável, dinâmica e com um crescimento sustentável".

Alvaro Dias projeta como "meta central" da equipe econômica um crescimento médio de 5% ao ano com a "simplificação e redução de tributos, uma completa revisão da estrutura do gasto público, uma reforma financeira propiciadora de efetiva diminuição de juros para o setor produtivo".


"O avanço relativo das regiões menos desenvolvidas do País é tema prioritário ao longo das 19 Metas. Setores como transporte e logística, saneamento básico, energia elétrica, telecomunicações, mobilidade e descarte de resíduos sólidos terão destaque no investimento em infraestrutura, que atualmente apresenta um estoque de capital empregado correspondente a 12% do PIB, número excessivamente baixo se comparado com 65% no Japão e 40% na Índia", afirma o projeto, que ainda destaca a necessidade de aumentar o investimento.

Cabo Daciolo (Patriota)

Daciolo quer Brasil "entre maiores economias do mundo"
Daciolo quer Brasil "entre maiores economias do mundo"

O candidato do Patriota garante que o Brasil vai figurar "entre as maiores economias do planeta". Para que isso aconteça, Daciolo menciona em seu plano de governo que irá reduzir a taxa de juros para possibilitar a atração de investimentos estrangeiros.


No programa, Daciolo cita a redução da carga tributária brasileira como algo "imprescindível" para o desenvolvimento. "Não adianta reduzir impostos, se o setor público não diminuir os gastos e não eliminar privilégios. Iremos efetuar um equilíbrio de forças a fim de promover investimentos no setor público cruciais e ao mesmo tempo eliminar gastos excessivos e desnecessários", defende.

O deputado ainda descarta a privatização de "estatais estratégicas" e defender o fortalecimento da soberania brasileira em "todos os setores" e da "competitividade das commodities" produzidas no país.


"O Brasil irá deixar de ser um exportador de matérias primas e importador de produto industrializado, para se tornar um exímio utilizador de matérias primas que podem ser aplicadas nas áreas de ciência e tecnologia e, produção de bens finais para o consumo interno, em vez de ocuparmos posição de coadjuvante em aspectos de modernização e desenvolvimento como exportadores de bens primários", completa.

Ciro Gomes (PDT)

Ciro defende política em prol dos setores produtivos
Ciro defende política em prol dos setores produtivos

O candidato do PDT (Partido Democrático Trabalhista) à Presidência defende a realização de políticas voltadas para a “expansão da competitividade dos setores produtivos” e define medidas relacionadas com o aumento dos investimentos para permitir que isso aconteça.

Para elevar a capacidade de investimentos, Ciro define como “meta” o equilíbrio das contas públicas com a realização das reformas fiscal, tributária, previdenciária, orçamentária e de gestão pública.

“Para atingir esse objetivo, deverá ser realizada uma reforma monetária acompanhada de um conjunto de medidas que possibilite diminuir tanto a taxa de juros básica, definida pelo Banco Central, como aquela que é cobrada nos financiamentos a consumidores e empresas”, diz Ciro, que também defende uma política de crédito para retomar a capacidade de financiamento às empresas e à população.

Em seu plano de governo, Ciro também critica a infraestrutura brasileira e diz que vai realizar um “pacote de investimentos” nas áreas de habitação, saneamento básico, resíduos sólidos, telecomunicações, mobilidade urbana, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e energia elétrica. “Pretendemos investir nestas obras cerca de R$ 300 bilhões por ano”, afirma.

Eymael (DC)

Eymael defende incentivo à construção e agronegócio
Eymael defende incentivo à construção e agronegócio

O candidato defendeu a aplicação de uma político-econômica voltada para o desenvolvimento e geração de empregos, que abranja o incentivo à construção civil, apoio ao empreendedorismo e gerenciamento eficaz dos gastos públicos.

Além disso, o candidato do DC estabelece a criação de polos de desenvolvimento em parceira com os Estados e a valorização do agronegócio e de pequenos e médios produtores rurais.

O democrata cristão também afirma que vai promover uma reforma no sistema tributário “visando à simplificação do Sistema, a redução da carga tributária e o respeito à capacidade contributiva”.

Geraldo Alckmin (PSDB)

Alckmin defende privatizações em prol da eficiência
Alckmin defende privatizações em prol da eficiência

O candidato afirma que o Brasil “precisa voltar a crescer, para que os brasileiros possam empreender, trabalhar, inovar, prosperar e criar suas famílias e negócios com segurança”. Para isso, o tucano promete que realizará uma “profunda reforma do Estado”. “Sem crescimento, não se resolvem os problemas econômicos e sociais, e não se combatem as desigualdades", diz o plano de governo do candidato.

Alckmin defende ainda em seu plano de governo a privatização de empresas estatais para aumentar a eficiência da economia e investimentos em infraestrutura em parcerias com a iniciativa privada para a aumentar a competitividade da economia nacional.

“Promoveremos o desenvolvimento da indústria 4.0, da economia criativa e da indústria do conhecimento, fomentando o empreendedorismo em áreas de inovação, da cultura, do turismo e, especialmente, em áreas onde já somos líderes, como a agroindústria”, garante Alckmin, que também assume o compromisso com o crescimento sustentável, conciliando desenvolvimento com preservação.

Guilherme Boulos (PSOL)

Boulos prega investimentos para reduzir desigualdade
Boulos prega investimentos para reduzir desigualdade

O candidato do PSOL à Presidência avalia que a crise atual no Brasil é “reflexo do esgotamento de um modelo de desenvolvimento insuficiente para promover mudanças estruturais” e defende uma reestruturação da matriz industrial brasileira para possibilitar uma expansão econômica de longo prazo.

"A crise será enfrentada através da recuperação de uma trajetória de desenvolvimento, em que se procure responder aos problemas estruturais da sociedade brasileira, ao mesmo tempo em que o processo de construção nacional fornece sustentação a uma política de geração de emprego e renda", destaca Boulos.

O socialista ainda se compromete com uma política de investimentos direcionada para a melhoria dos serviços públicos, infraestrutura e redução das desigualdades.

O programa de Boulos ainda propõe a “integração da política produtiva e tecnológica na política de desenvolvimento regional e urbano” para definir metas para solucionar questões de amplo interesse da população por meio de um “projeto de transformação da estrutura econômica nacional”.

Henrique Meirelles (MDB)

Meirelles se compromete com PIB de 4% ao ano
Meirelles se compromete com PIB de 4% ao ano

Logo no início de seu programa de governo, o candidato do MDB menciona que "o desenvolvimento econômico só acontece quando os consumidores confiam no país". Para Meirelles, o país necessita de um "pacto de confiança" com o intuito de "superar as divisões políticas dos últimos anos e voltar a se desenvolver e crescer".

Como meta, Meirelles estabelece um crescimento econômico de 4% ao ano. O emedebista, no entanto, menciona que, além da retomada, o Brasil terá o desafio "muito grande" para encontrar formas de "facilitar a adaptação da mão de obra às novas condições de trabalho".

"Para promover o crescimento sustentado, impõe-se uma necessária e inadiável reforma da Previdência Social, visando sobretudo ao combate a distorções e privilégios", garante o candidato, que ainda prevê uma reforma tributária para o desenvolvimento. "O Brasil tem um sistema tributário extremamente complexo, que favorece disputas entre os estados e possui elevada arrecadação via imposto indireto, o que prejudica os mais pobres", avalia.

Meirelles ainda estabelece uma política externa voltada para a abertura dos mercados aos produtos nacionais com o fortalecimento do Mercosul.

Jair Bolsonaro (PSL)

Bolsonaro que reduzir dívida pública com privatizações
Bolsonaro que reduzir dívida pública com privatizações

O candidato à Presidência afirma que fará os ajustes necessários para “garantir crescimento com inflação baixa e geração de empregos” a partir de uma “aliança da ordem com o progresso”.

Para solucionar a crise, Bolsonaro defende um plano baseado no liberalismo econômico. “As economias de mercado são historicamente o maior instrumento de geração de renda, emprego, prosperidade e inclusão social”, afirma o candidato, que vê a redução da inflação e dos juros e aumento da confiança e dos investimentos com a política.

O presidenciável ainda prevê a redução de 20% da dívida pública com privatizações, concessões, venda de propriedades imobiliárias da União e devolução de recursos em instituições financeiras oficiais.

Bolsonaro também propõe uma reforma nos sistemas previdenciário, a manutenção do câmbio flexível e das metas de inflação e fiscal. “Avançamos institucionalmente, com uma proposta de independência formal do Banco Central, cuja diretoria teria mandatos fixos, com metas de inflação e métricas claras de atuação”, destaca.

João Amoêdo (Novo)

Amoêdo pretende privatizar "todas estatais"
Amoêdo pretende privatizar "todas estatais"

O candidato à Presidência pelo partido Novo defende em seu plano de governo o equilíbrio das contas públicas a partir do corte de gastos e privilégios. Ele ainda afirma que, se eleito, pretende trabalhar pela privatização de "todas estatais". Para controlar a inflação, Amoêdo afirma que atuará pela independência do Banco Central.

No ramo de infraestrutura, o candidato garante parcerias, concessões e privatizações para melhorar portos, aeroportos, ferrovias, rodovias, autovias, hidrovias, infovias e mobilidade. “Queremos que o cidadão tenha mais liberdade para trabalhar, empreender e se desenvolver”, destaca.

A longo prazo, Amoêdo propõe a redução do rombo nas contas públicas e uma carga tributária inferior a 30% da soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil.

O candidato do Novo também estabelece em seu programa uma reforma para tornar a Previdência “justa e sustentável”. “Queremos um sistema único, para todos os brasileiros, que corrija as injustiças e que seja sustentável para as futuras gerações. Quanto antes o ajuste for feito, melhor será para os brasileiros”, afirma.

João Goulart Filho (PPL)

João Goulart propõe dobrar o salário mínimo em 4 anos
João Goulart propõe dobrar o salário mínimo em 4 anos

Logo no título do plano de governo, João Goulart destaca a intenção de “distribuir renda, superar a crise e desenvolver o Brasil” com a proposta de “dobrar o salário mínimo real em quatro anos”.

O candidato ainda estabelece como metas o fim do desemprego e a revogação da reforma da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) no primeiro dia de governo. Além disso ele garante que vai “erradicar o trabalho escravo” e “tornar realidade o princípio do pagamento de salário igual para trabalho igual”.

Goulart Filho ainda projeta o corte dos juros brasileiros ao patamar internacional. “A redução dos juros somará ao investimento público mais de R$ 100 bilhões anuais, fará cessar o esmagamento do setor produtivo pelos bancos e fundos de investimento, em sua maioria internacionais, e terá papel fundamental para equilibrar o câmbio, tornando-o favorável à produção nacional”, avalia.

O candidato do PPL ainda destaca que vai fortalecer as estatais Petrobras e Eletrobrás e reestatizar a Vale. “Riqueza maior da nação, o pré-sal deverá ser submetido a um rigoroso controle nacional, com a anulação dos leilões e a instalação da Petrobrás como operadora única nesses campos” defende.

Programa do PT

PT promete "plano emergencial" para gerar empregos
PT promete "plano emergencial" para gerar empregos

O programa da coligação “O Povo Feliz de Novo”, que com a ilegibilidade do ex-presidente Lula ainda não tem candidato definido, defende a promoção de um “novo projeto nacional de desenvolvimento” baseado na revogação do teto de gastos de campanha, da reforma trabalhista e a suspensão da privatização de empresas estratégicas.

“A retomada das obras paralisadas, de investimentos e dos programas de infraestrutura nos municípios se apresentam como essenciais”, destaca o projeto da sigla, que também assume o compromisso de manter a política de valorização do salário mínimo e de isentar o imposto de renda a quem fatura até cinco salários mínimos.

O partido promete ainda propor um “plano emergencial de emprego” nos primeiros meses de mandato para “elevar a renda, ampliar o crédito e gerar novas oportunidades de trabalho”.

O programa de governo ainda estabelece que o Banco Central assumirá o compromisso com o emprego e determina a realização de uma reforma tributária “com justiça social”. “A reforma nas regras fiscais deve garantir a melhoria dos serviços públicos e a expansão dos investimentos”, diz o programa.

Marina Silva (Rede)

Marina quer recuperar a capacidade de investimentos
Marina quer recuperar a capacidade de investimentos

A candidata estabelece em seu projeto de governo a necessidade de trabalhar com uma agenda “para dinamizar a economia por meio da inovação, melhoria do ambiente de negócios, reduzindo a insegurança jurídica e as incertezas regulatórias”.

Marina ainda destaca que, se eleita, vai trabalhar para recuperar a capacidade de investimentos com obras de infraestrutura para impulsionar a geração de empregos e favorecer o crescimento da economia a médio e longo prazo.

O plano da ex-ministra ainda afirma que as privatizações não serão tratadas como posições dogmáticas. “Não privatizaremos a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. A privatização da Eletrobrás será analisada no contexto da política energética nacional, que deverá modernizar suas estratégias a fim de incorporar as energias renováveis”, diz a cândida, que também defende a abertura da economia nacional.

As propostas apresentadas também apontam para o comprometimento com a infraestrutura urbana e o estímulo de modais ferroviários, hidroviários e cabotagem, com o uso de recursos públicos em parceria com a iniciativa privada.

Vera Lúcia Salgado (PSTU)

Vera Lúcia visa revogar reformas que "tiram direitos"
Vera Lúcia visa revogar reformas que "tiram direitos"

A candidata do PSTU propõe acabar com o que chama de “uma das maiores crises do capitalismo” com a revogação de todas as reformas que “tiram direitos” e reduzir as jornadas de trabalho para 36 horas semanais sem cortar o salário dos profissionais.

No âmbito das obras públicas, Vera Lúcia defende construções que solucionem problemas como saneamento básico, escolas e hospitais. “Precisamos de um plano de obras públicas sob o controle dos trabalhadores que gere empregos e, ao mesmo tempo, respeitando o meio ambiente, resolva problemas estruturais”, afirma.

A socialista ainda estabelece o aumento geral dos salários e aposentadorias e a estatização das 100 maiores empresas sob o controle dos trabalhadores, que “só são responsáveis por 2 milhões de empregos”. “É preciso estatizar essas empresas, colocá-las sob controle dos trabalhadores e fazer com que produzam de acordo com as necessidades da população, e não para o lucro de meia dúzia de bilionários”, analisa Vera Lúcia.

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