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Congresso em SP discute papel da imprensa diante de notícias falsas

Origem da informação ganha relevância ante proliferação de "fake news"

Brasil|Fernando Mellis, do R7

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"É preciso buscar a fonte", diz Luiz Cláudio Costa, da Record TV
"É preciso buscar a fonte", diz Luiz Cláudio Costa, da Record TV

O Congresso Abratel de Comunicação (Associação Brasileira de Rádio e Televisão) discutiu nesta sexta-feira (22), em São Paulo, o papel dos grandes veículos de imprensa como fonte de informação confiável na era da pós-verdade e do "fake news" — como são conhecidas as notícias falsas que circulam pela internet.

A difusão de notícias falsas preocupa especialistas da comunicação, especialmente em canais onde não é possível denunciar esse tipo de conteúdo.


O compartilhamento de notícias por meio do WhatsApp vem crescendo, segundo o diretor do ITS Rio, Ronaldo Lemos, o que impossibilita que as pessoas saibam de imediato se estão lendo algo verdadeiro ou não.

— A gente está vivendo um momento em que esse fake news se transformou em uma indústria. O maior erro que eu vejo é achar que fake news é um fenômeno pequeno e isolado. Isso é um erro. Fake news hoje é uma verdadeira indústria global, que dá muito dinheiro e está muito bem organizada.


"'Fake news' virou uma indústria", diz Ronaldo Lemos
"'Fake news' virou uma indústria", diz Ronaldo Lemos

De acordo com Lemos, os sites de fake news usam de manipulação para fazer com que a notícia tenha disseminação em determinado grupo de pessoas, fenômeno conhecido como viral.

Esses grupos têm ferramentas como robôs, perfis falsos, análise de dados e até inteligência artificial para fazer com que mentiras circulem com rapidez na internet.


Para o presidente da Record TV, Luiz Cláudio Costa, “a fonte da informação ganha cada vez mais importância” em um momento como esse.

— No meio de tanta multiplicidade de informações tem o fake news. É muito comum as pessoas lerem uma notícia e repercutirem aquilo como se fosse uma verdade. Então, precisa-se sempre buscar a fonte. Eu acho que a fonte tem se tornado algo muito importante, é a credibilidade do veículo, a marca que leva essa informação.


Costa observa ainda que a grande mídia tem meios e ferramentas para levar um conteúdo apurado e confiável à sociedade.

— A rede social é livre, não existe um trabalho de checagem. Os veículos de comunicação tradicionais, sejam eles TVs, rádios, jornais ou sites, são aqueles que detêm uma expertise em informar.

O poder do fake news foi visto durante a campanha presidencial norte-americana, no ano passado, em que grupos fora dos Estados Unidos fizeram uma avalanche de notícias mentirosas contra a democrata Hillary Clinton.

Depois disso, gigantes da internet, como Facebook e Google, demonstraram preocupação com os efeitos desse tipo de conteúdo e prometeram mais investimentos para combater as notícias falsas.

Uma das iniciativas foi justamente a pareceria com veículos de imprensa tradicionais para identificar matérias mentirosas que circulam nas redes sociais.

TV x internet

Em debate mediado por Antônio Guerreiro (à dir.), da Record TV, o apresentador Fábio Porchat destacou a sobrevivência da TV na era da internet
Em debate mediado por Antônio Guerreiro (à dir.), da Record TV, o apresentador Fábio Porchat destacou a sobrevivência da TV na era da internet

Fenômeno nas redes sociais e também no programa que apresenta na Record TV, o apresentador e humorista Fábio Porchat debateu durante o Congresso Abratel de Comunicação a ideia que algumas pessoas ainda têm de que a internet vai acabar com a televisão.

— Se a TV não matou o rádio, não é a internet que vai matar a TV. Mas muita coisa vai mudar, como está mudando. [...] Os mesmos brasileiros que veem TV acessam a internet, é tudo misturado.

O apresentador participou de um dos debates do evento, mediado pelo superintendente de estratégia multiplataforma da Record TV, Antonio Guerreiro, sobre os desafios da comunicação na era digital.

Em seu discurso, Porchat lembrou que o aparelho de televisão que muitos brasileiros têm em casa hoje já fazem parte da era da conectividade.

— É claro que as pessoas estão começando a ver TV pela internet. Televisão já é um termo velho. Você compra uma smart TV, que é um jeito simpático de salvar o termo “TV”. É um aparelho que passa coisas de TV e de internet, cada vez mais.

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