Congresso lança campanha de filiação de mulheres
Intenção é aumentar participação feminina na política nacional
Brasil|Da Agência Câmara

A ministra da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas, garantiu apoio do governo federal à campanha de filiação de mulheres que será lançada pelo Congresso Nacional.
A intenção é aumentar a participação feminina na política e, consequentemente, aumentar o número de mulheres eleitas já nas eleições do ano que vem.
Parlamentares da bancada feminina estiveram reunidas na última quinta-feira (5) com a ministra Helena Chagas e com a representante da ONU Mulheres (Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres), Eunice Borges, propondo espaço nos veículos de comunicação do Poder Executivo para a retransmissão da campanha elaborada pelo Congresso.
Eunice Borges também informou que a ONU Mulheres vai aderir à campanha como parte de suas ações em busca da paridade de gênero nos parlamentos, propondo-se a realizar outras ações. Dentre elas, está a possível realização de um seminário que traga as experiências de outros países que já conquistaram a paridade de gênero nas diferentes instâncias de poder.
Campanha
As parlamentares esclareceram que a campanha será divida em duas etapas. A primeira convidará as mulheres a se filiarem em um partido de sua preferência até o dia 5 de outubro, data limite para aquelas que quiserem se candidatar nas eleições de 2014. A segunda será composta por eventos e materiais informativos distribuídos em todos os estados mostrando a importância da participação feminina na política.
Os meios empregados serão a internet e cartilhas, que já estão sendo elaboradas pela Procuradoria da Mulher do Senado.
De acordo com a coordenadora da bancada feminina, deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), o objetivo é aumentar o número de mulheres na Câmara e no Senado.
— Queremos mostrar que é essa a forma de construirmos um País melhor. Já conquistamos espaço no mercado de trabalho, mas ainda somos muito poucas nas instâncias de poder.
Segundo dados da União Interparlamentar, atualmente o Brasil está em 110º lugar no ranking mundial de representação de mulheres nos parlamentos.















