Conheça a história da Arena, o partido governista do regime militar
Estudantes tentam resgatar a legenda e retomar ideias conservadoras do período ditatorial
Brasil|Do R7
Em abril de 1964, teve início no Brasil a Ditadura Militar. Durante 21 anos, a política do País foi marcada pelo autoritarismo, supressão dos direitos constitucionais e perseguição a quem se opunha ao regime. Na área da economia, houve uma modernização da indústria e serviços, sustentada por mecanismos de concentração de renda, endividamento externo e abertura ao capital estrangeiro.
Um ano depois da instalação do regime, em 1965, dois Atos Institucionais (mecanismos adotados pelos militares para legalizar ações políticas não previstas e mesmo contrárias à Constituição), acabaram com os 13 partidos políticos existentes no Brasil e determinaram a implantação do bipartidarismo. Nesse contexto, foram criados a Arena (Aliança Renovadora Nacional), partido da situação, e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), partido da oposição.
Até 1979, a Arena deu base para a construção do regime e elegeu os presidentes que se candidataram por ela. Em dezembro daquele ano, o multipartidarismo foi restaurado e os dois partidos, extintos. A Arena passou a se chamar PDS (Partido Democrático Social), antes de se dividir em outros dois grupos. Os integrantes do MDB fundaram, então, o PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro).
Nova Arena
Inspirado nos princípios da Arena do período ditatorial, o novo partido se propõe a reinventar a direita no Brasil, "despida de preconceitos e imbuída de uma ideologia que prega o nacionalismo, a ética, a meritocracia e a participação política da população”.
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Em novembro deste ano, a estudante Cibele Baginski publicou no Diário Oficial da União o estatuto do novo partido. O texto prevê a defesa dos “preceitos democráticos de acordo com as garantias fundamentais da Constituição Cidadã” e luta contra a “comunização da sociedade e dos meios de produção”.
O programa da Nova Arena defende abertamente temas polêmicos no cenário político nacional, como a privatização do sistema penitenciário, a abolição dos sistemas de cotas e a aprovação da maioridade penal aos 16 anos. O texto também fala em retorno ao currículo escolar das disciplinas de educação moral, cívica e do latim.
Ainda é necessária a coleta de 492 mil assinaturas para que a nova legenda possa ter o direito de disputar eleições e receber parte do Fundo Partidário. Cibele diz acreditar que o partido lançará candidatos nas próximas eleições, de 2014.















