Conselho de Ética da Câmara adia decisão sobre investigação de Argôlo
Relator apresentou parecer favorável, mas deputados pediram vista
Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados adiou, nesta quarta-feira (28), a decisão sobre a investigação do deputado Luiz Argôlo (SDD-BA).
O relator do caso, deputado Marcos Rogério (PDT-RO), apresentou parecer favorável à apuração das denúncias, mas a discussão do relatório foi interrompida por um pedido de vista regimental.
Durante o debate, alguns deputados se manifestaram a favor de Argôlo. Os parlamentares questionaram a razão pela qual outros parlamentares, também suspeitos de terem envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, não enfrentam representações no Conselho de Ética.
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O deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) foi um dos que pediram cautela para abrir uma investigação baseada apenas em reportagens veiculadas na imprensa.
— Nós temos que ter a cautela necessária para não cometer equívoco com qualquer um dos deputados que estamos julgando.
Com o pedido de vista, a votação do relatório que pede a abertura de um processo de investigação deve ser retomada na próxima reunião do Conselho de Ética, que ainda não tem data marcada.
Denúncias
Argôlo é acusado de envolvimento com negócios do doleiro Alberto Youssef, preso na operação Lava Jato, da Polícia Federal.
O pedido de investigação contra o deputado foi apresentado pelo PSOL e pela Mesa Diretora, com base em reportagens da revista Veja e do jornal Folha de S.Paulo.
As reportagens citam mensagens trocadas entre o doleiro e o deputado sobre suposta transferência de R$ 120 mil para a conta do chefe de gabinete do parlamentar.















