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Consultor nega pagamento de propina a políticos

Arthur Teixeira desmentiu o ex-diretor da Siemens em suposto pagamento de comissões

Brasil|Do R7

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Ex-diretor da Siemens disse que houve um grave esquema de corrupção nos governos PSDB em São Paulo
Ex-diretor da Siemens disse que houve um grave esquema de corrupção nos governos PSDB em São Paulo

O engenheiro Arthur Gomes Teixeira, sócio da Procint Projetos e Consultoria, afirmou na última quarta-feira (27) que jamais pagou propina para políticos tucanos, nem de outros partidos.

Ele desmentiu o ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer, personagem emblemático do caso — em relatório encartado nos autos do inquérito da Polícia Federal sobre o cartel de trens que teria operado em governos do PSDB de São Paulo, entre 1998 e 2008, Rheinheimer diz ter ouvido de Teixeira que os deputados Arnaldo Jardim (PPS/SP ) e Edson Aparecido, secretário chefe da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin, teriam sido destinatários de "parte da comissão" paga por 8 empresas à Procint.


— Isso é uma mentira, algo sem qualquer fundamento.

Teixeira, a quem o Ministério Público atribui o papel de lobista do cartel, compelmenta que não comentou nada com Rheinheimer. 


— Eu jamais poderia ter comentado com ele [Rheinheimer] uma coisa que não fiz. Conheci o sr. Edson Aparecido e o deputado Jardim em eventos do setor metroferroviário, inaugurações. Nos meus negócios nem o Jardim e nem o sr. Edson tiveram qualquer tipo de influência. É evidente que não paguei nada. O Edson é uma pessoa muito simpática, a gente se viu umas poucas vezes, em eventos ligados à Secretaria dos Transportes ou em seminários. Eu tenho uma boa impressão dele, mas nunca tive nenhuma relação profissional com ele.

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Teixeira, de 78 anos, é um homem claramente angustiado e indignado com o envolvimento de seu nome na trama do cartel que alimenta a guerra política entre o PSDB e o PT.

— Não posso mais carregar o carimbo de lobista, pagador de propinas, personagem central de um caso onde não há lugar para mim.

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