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Contrariada e com agenda cheia, Dilma pode desfalcar festa de 36 anos do PT

Durante a festa, partido deve apresentar plano alternativo à política econômica do governo

Brasil|Do R7, com Estadão Conteúdo

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Dilma Rousseff pode desfalcar festa do PT
Dilma Rousseff pode desfalcar festa do PT

A presidente Dilma Rousseff pode desfalcar a festa de 36 anos do PT, marcada para sábado (27) na zona portuária do Rio, com show do sambista Diogo Nogueira e da bateria da Portela.

Com viagem ao Chile marcada e indicações de que o partido fará críticas à política econômica do governo, Dilma ainda não confirmou presença no evento.


A indefinição até o momento a respeito da agenda da presidente no sábado foi confirmada ao R7 pelo Palácio do Planalto.

A versão oficial é que Dilma terá um encontro com a presidente Michelle Bachelet e pode não conseguir chegar a tempo do ato político.


Na prática, porém, ela estaria cada vez mais irritada com os ataques do PT ao governo e já teria percebido que o partido subirá o tom das cobranças. Ministros do PT, porém, ainda estariam tentando convencê-la a mudar de ideia.

Plano alternativo


Descontente com a política econômica do governo Dilma, o PT deve apresentar, durante a comemoração, um plano econômico paralelo com objetivo de pressionar a presidente e apontar saídas para a crise.

Batizado de Programa Nacional de Emergência, o plano propõe o uso de parte das reservas internacionais destinado à criação de um Fundo Nacional de Desenvolvimento e Emprego, "radicalização" dos mecanismos de distribuição de renda, além de forte redução da taxa básica de juros.


A presidente Dilma já disse que é contra a utilização de reservas para o enfrentamento da crise.

O partido também deve defender a volta da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras), compartilhada entre União, Estados e Municípios.

Escrito pelo presidente do PT, Rui Falcão, com aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o documento intitulado "O futuro está na retomada das mudanças" propõe 16 pontos para retomar o crescimento e lembra como o governo Lula saiu da crise em 2008-2009, destacando a necessidade de "dobrar a aposta" na solução adotada naquele período.

O documento assinala que muitas medidas sugeridas dependem de aprovação parlamentar, da "reunificação do campo progressista" do governo, de "intensa batalha político-ideológica" e do "comprometimento" do governo Dilma, indicando a rota de colisão entre o PT e o governo.

Não faz questão

Após surgirem os rumores de que Dilma talvez não compareça ao evento, o presidente do PT do Rio de Janeiro, Washington Quaquá, afirmou nesta quinta-feira (25) que não faz questão da presença da presidente

Quaquá integra o grupo de petistas que não aceitam a política econômica do governo.

A insatisfação foi agravada com a aprovação, na noite de quarta-feira (24), do projeto do senador José Serra (PSDB-SP) que desobriga a Petrobras de ser operadora única e ter participação mínima de 30% na exploração da camada do pré-sal.

Pouco antes da votação, o governo negociou com o relator do projeto, Romero Jucá (PMDB-RR), que a Petrobras tenha pelo menos o direito de preferência em futuras licitações.

Questionado sobre a possibilidade de Dilma não ir à festa, por estar contrariada com a reação do PT contra o ajuste fiscal, Quaquá respondeu: "Eu não faria questão da presença dela, mas falo em meu nome, não do partido".

Quaquá defendeu que o PT deixe claras as divergências com as medidas defendidas pelo governo.

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