Correios tem 200 mil cartinhas com pedido de presente de Natal. Saiba como adotar criança

Cartinhas da campanha podem ser escolhidas pelos "padrinhos" até o dia 16 de dezembro

Correios tem 200 mil cartinhas com pedido de presente de Natal. Saiba como adotar criança

Adoção de cartinhas pela campanha Papai Noel dos Correios pode ser feita até dia 16 de dezembro

Adoção de cartinhas pela campanha Papai Noel dos Correios pode ser feita até dia 16 de dezembro

Eduardo Enomoto/ R7

Já pensou em deixar o Natal de uma criança mais feliz sem gastar muito? Dá para adotar uma delas pelos Correios e enviar uma lembrancinha.

Com menos de uma semana de campanha, o Papai Noel dos Correios já tem 201.581 cartinhas de crianças de todo o Brasil interessadas em ser adotadas e receber um presente no Natal. 

Deste total, 9.830 estão da região metropolitana de São Paulo. Para participar e fazer o final de ano de uma criança mais feliz, basta procurar qualquer uma das agências participantes.

O lançamento da campanha deste ano ocorreu na última sexta-feira (11) no prédio histórico dos Correios, na Avenida São João, em São Paulo.

Durante o evento, o grupo de cerca de 40 crianças da Escola Municipal de Ensino Fundamental Armando Arruda Pereira não tirava os olhos do redor, procurando o local em que o Papai Noel chegaria.

O coro entoava a frase “Vem, Papai Noel”. A feição das crianças mudou completamente ao ver o velhinho de barba branca e roupa vermelha, acompanhado da Mamãe Noel, descendo às escadas rolantes e chegando ao saguão do edifício.

O projeto Papai Noel dos Correios, existente há 27 anos, tem como objetivo fazer com que crianças de até 10 anos que vivam em uma situação de vulnerabilidade social possam ter uma experiência única.

A criança que deseja enviar seu pedido ao Papai Noel deve escrever uma carta endereçada ao Velhinho e torcer para ser contemplada com o presente que pediu.

O presidente dos Correios, Guilherme Campos, explica que o “Papai Noel dos Correios” nasceu por uma iniciativa dos próprios funcionários da instituição.

— Nós recebíamos muitas cartas endereçadas para o Papai Noel. Os funcionários, carteiros e atendentes viam as cartinhas, se comoviam e começaram voluntariamente a entregar. A partir desse movimento natural e sincero aconteceu o que estamos vivendo hoje.

Campos explica que a campanha resgata o ato de enviar cartas. Todos os textos recebidos passam por uma triagem e os Correios decidem quais os pedidos que estão dentro dos limites da campanha e podem ser atendidos. O presidente da instituição alerta que a forma como o texto é escrito é fundamental. 

— É necessário que a carta seja manuscrita! Não pode escrever no computador e mandar.

Crianças de quatro a seis anos foram encontrar o Papai Noel na abertura da campanha no prédio histórico dos Correios, em São Paulo

Crianças de quatro a seis anos foram encontrar o Papai Noel na abertura da campanha no prédio histórico dos Correios, em São Paulo

Eduardo Enomoto/ R7

A campanha tem como objetivo passar a mensagem de solidariedade, segundo Campos. Além disso, diz que sempre espera superar as expectativas e os números dos anos anteriores. Para ele, atingir 1 milhão de cartinhas atendidas, seria um sonho.

Segundo dados divulgados pela assessoria de imprensa dos Correios, em 2005 foram recebidas 395 mil cartas, sendo 130 mil adotadas. Dez anos depois, o número de crianças contempladas com um presente de Natal por meio da iniciativa quase quadriplicou. 

Os dados do balanço de 2015 mostram o avanço da campanha: 569.379 cartinhas de todo o Brasil foram selecionadas para fazer parte da campanha e, destas, 459.163 foram adotadas.

Alice Mouzinho tem 4 anos e sonha em ganhar uma boneca. A menina está convicta de que receberá o presente do Papai Noel, já que diz ter se comportado o ano inteiro. A mãe de Alice, Aurélia Mouzinho, afirma que a pequena estava ansiosa para participar da campanha.

— Ela estava esperando muito por esse dia, porque ela quer muito ganhar essa boneca.

As irmãs Luíza Rodrigues Santana, 3 anos, e Raíssa Rodrigues Santana, 5, gostaram muito de se encontrar com o Papai Noel e de poder pedir os presentes que desejam a ele. A mais nova conta que quer ganhar um vestido, enquanto Raíssa espera encontrar um patins embaixo de sua árvore de Natal.

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A animação nos olhos das pequenas não esconde o quanto estavam felizes com o encontro. A mãe das garotas, Roselita Rodrigues Santana, conta que a empolgação já havia começado em casa.

— Minha filha acordou hoje às 5h falando: “mãe, vamos pra escola, porque é hoje que eu vou ver o Papai Noel”. Eu pedi para ela voltar a dormir, porque era muito cedo!

Como adotar uma cartinha

A campanha acontece até o dia 16 de dezembro deste ano. Para participar, o interessado pode conferir quais são as agências que terão cartinhas disponíveis para serem adotadas por meio do site oficial. Basta selecionar o estado em que mora para ter acesso à lista de locais.

Kiara havia prometido ao Papai Noel que largaria a chupeta em troca de um presente no ano passado. Este ano, reencontrou o velhinho e pediu uma barbie "pretinha, porque adora cachinhos"

Kiara havia prometido ao Papai Noel que largaria a chupeta em troca de um presente no ano passado. Este ano, reencontrou o velhinho e pediu uma barbie "pretinha, porque adora cachinhos"

Eduardo Enomoto/ R7

Ao chegar na agência escolhida, é possível ler as cartinhas e escolher qual delas melhor atende às condições de quem irá ajudar. Após a escolha do texto, a pessoa deve ir até a loja do correio indicada e enviar o presente. Não haverá cobrança da taxa de entrega para que o presente chegue até a criança, desde que este seja deixado nos Correios até o dia 16 de dezembro.

A estudante Carolina Barros, 20, participou da campanha e afirma que o ato de adotar uma cartinha é simples e pode fazer uma grande diferença para a criança que receberá o presente.

— O Natal é uma época que deixa as pessoas mais sentimentais e o mercado cria uma ideia que devemos ganhar presentes. É muito triste para quem não consegue ganhar nada. A campanha é uma maneira super simples de fazermos alguém um pouquinho mais feliz.

Vitória Beatryz Motta, 19, também é estudante e, no ano passado, escolheu uma cartinha em que a garota pedia uma barbie, o brinquedo favorito de Vitória na infância, e um vestido de festa, ambos desenhados.

— Eu me emocionei muito e escrevi um cartão de natal para a menina. Imaginei como seria ela abrindo os presentes e vendo seu sonho de Natal. Fiquei muito feliz em ajudar alguém. Esse ano estou repetindo a experiência e consegui trazer meu pai para ajudar também. Com certeza diria para outras pessoas participarem, porque o sentimento de deixar alguém mais feliz é incrível.

* Colaborou Giuliana Saringer, estagiária do R7

Crianças de até 10 anos que vivem em situação de vulnerabilidade social podem escrever suas cartinhas e enviar para os Correios endereçada ao Papai Noel

Crianças de até 10 anos que vivem em situação de vulnerabilidade social podem escrever suas cartinhas e enviar para os Correios endereçada ao Papai Noel

Eduardo Enomoto/R7