CPI ouve ex-coordenadora de programa de vacinação; veja
Sessão deve ser tensa com a repercussão da prisão, ontem, do depoente Roberto Dias, ex-diretor do Ministério da Saúde
Brasil|Do R7

Depois de uma quarta-feira (7) conturbada, que terminou com o pagamento de fiança e liberação do depoente Roberto Dias, ex-diretor do Ministério da Saúde, a CPI da Covid ouve nesta quinta-feira (8) a ex-coordenadora do PNI (Programa Nacional de Imunizações) Francieli Fantinato.
Roberto Dias, acusado de mentir à comissão, teve ordem de prisão anunciada pelo presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM).
O pedido para o depoimento de Francieli foi feito pelo senador Otto Alencar (PSD-BA). Segundo o parlamentar, a servidora editou nota técnica aos estados recomendando a vacinação de gestantes que tinham recebido a primeira dose da AstraZeneca com qualquer vacina que estivesse disponível, sem nenhuma comprovação de segurança ou eficiência dessa medida nas grávidas.
Segundo o senador, esse procedimento, que é chamado intercambialidade, provocou mortes no Brasil.
Em 8 de junho, quando o ministro Marcelo Queiroga prestou depoimento à comissão, o assunto gerou uma discussão entre os dois. Otto disse que o fato era muito grave e que as pessoas "não podem ser usadas como cobaias". Além disso, disse o senador, a Pfizer traz em sua bula que não deve ser aplicada em gestantes.
Nesta quinta, durante o depoimento de Francieli à CPI, o ministro Queiroga, e a secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite, concedem entrevista sobre novas orientações na vacinação a gestantes e puérperas (mulheres que tiveram filho até 45 dias antes).
A exoneração de Francieli foi publicada no dia 30 de junho no Diário Oficial da União. Segundo o ministro, ela pediu para deixar o cargo.
A ex-servidora também foi alvo de quebra de sigilos telefônico e telemático por parte da CPI da Covid. A iniciativa partiu do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).















