Cresce 30% número de famílias que gastam um terço da renda com aluguel
Estudo do Ipea mostra que aluguel excessivo se tornou o principal problema de moradia no País
Brasil|Do R7

O total de famílias que gastam mais de 30% da renda para pagar aluguel subiu de 1.756.369, em 2007, para 2.293.517 em 2012, aponta estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
Com a alta, de 30%, o gasto excessivo com aluguel se tornou o principal problema de moradia no País, atingindo 3,73% dos domicílios e superando os casos de coabitação (famílias que têm de dividir, contra a vontade, a mesma casa).
Conforme o estudo, o número de domicílios em que há coabitação foi reduzido de 2.307.379, em 2007, para 1.757.160, no ano passado — o que representa 2.86% das moradias.
O boletim “Estimativas do Déficit Habitacional Brasileiro”, do Ipea, teve como base as PNADs (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE, de 2007 ao ano passado.
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O texto diz que "o aumento do gasto das famílias (com locação de imóvel) pode ser decorrente de acréscimos nos valores de aluguel, em alguma medida, atrelados à valorização imobiliária pela qual passam as cidades brasileiras no período estudado".
Casas precárias e moradias densas
O instituto analisou quatro componentes que são considerados problemas de moradia no País. Além do gasto excessivo com o aluguel e da coabitação, o levantamento levou em conta o total de casas consideradas precárias e os domicílios alugados onde dormem mais de três pessoas por quarto (as moradias densas). De modo geral, a situação de habitação melhorou.
O estudo diz que “o único (componente) que apresentou elevação no período foi o ônus excessivo com aluguel".
— A maior redução no período 2007-2012 deu-se no componente habitações precárias (30%), seguida da coabitação familiar (26%). O último componente — adensamento excessivo em domicílios locados — teve em 2012 uma leve redução se comparado com o valor obtido em 2007, mas transparece sua estabilidade no período.
Segundo o Ipea, as habitações precárias caíram no País de 1.244.028, em 2007, para 870.563, em 2012. Já o número de domicílios com mais de três pessoas por quarto foi reduzido de 526.900 para 510.197.















