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Cunha abre votação para eleger comissão do impeachment

Para ser eleita, a comissão precisa de maioria simples de votos dos deputados presentes

Brasil|Do R7, com Agência Câmara

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Cunha anunciou que a votação será aberta e no painel eletrônico
Cunha anunciou que a votação será aberta e no painel eletrônico

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) iniciou a votação da comissão especial que vai analisar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Cunha anunciou que a votação será aberta e no painel eletrônico.

Para ser eleita, a comissão precisa de maioria simples dos votos dos presentes, desde que pelo menos 257 deputados registrem o voto. A intenção do presidente da Câmara é, logo após a eleição, instalar a comissão e eleger o presidente e o relator. O painel ainda está fechado, mas o plenário da Casa está lotado.

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O pedido de impeachment por suposto crime de responsabilidade foi apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal. O documento foi aceito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em dezembro de 2015.

No pedido, os autores argumentam que Dilma ofendeu a lei orçamentária, nos anos de 2014 e 2015, ao ter autorizado a abertura de créditos orçamentários, ampliando os gastos públicos, incompatíveis com a obtenção da meta de resultado primário prevista nas LDO (Leis de Diretrizes Orçamentárias) dos dois anos.

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Detalhes do rito do processo de impeachment foram definidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal) ainda em dezembro de 2015, mas devido a embargos de declaração apresentados pela Mesa Diretora da Câmara, somente ontem (16) os ministros do Supremo julgaram esses recursos e aprovaram todos os termos do rito do impeachment.

Entre os termos aprovados aparece o da votação aberta para a escolha da lista e a decisão do Senado se inicia ou não o julgamento caso o processo seja autorizado pela Câmara por 2/3 de seus membros (342 votos).

Após a aprovação da lista pelo Plenário, a comissão especial comunicará à presidente Dilma o início da análise e ela terá o prazo de dez sessões do Plenário para enviar sua defesa à comissão.

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