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Cunha diz que busca em sua sala na Câmara é tentativa "desesperada" de incriminá-lo

Procurador da República mandou oficial de Justiça averiguar gabinete do presidente da Câmara

Brasil|Bruno Lima, do R7, em Brasília

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Eduardo Cunha sobre investigação em gabinete: "É uma tentativa de procurar provas para justificar algo que não aconteceu"
Eduardo Cunha sobre investigação em gabinete: "É uma tentativa de procurar provas para justificar algo que não aconteceu"

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que as buscas feitas por um oficial de Justiça na sala dele na Casa nesta quarta-feira (6) é uma tentativa “desesperada” do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de envolvê-lo no escândalo de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.

O ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou uma averiguação no gabinete de Cunha para apreender um documento que pode trazer novos indícios de que o parlamentar foi beneficiado com recursos desviados da Petrobras.


Cunha negou que as diligências tenham sido realizadas no seu gabinete e que as buscas foram comunicadas ao diretor-geral da Casa. Ele afirmou que liberou o acesso a todas as informações pedidas pela PGR.

— É uma tentativa de procurar provas para justificar algo que não aconteceu. Então, são circunstâncias que mostram o desespero do procurador de encontrar alguma coisa que possa tentar me incriminar.


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Cunha está entre os 50 investigados pela Procuradoria com inquéritos abertos no Supremo. Ele condenou as buscas e disse que a ação foi “desnecessária”. 

— Não precisava ser feito isso. Bastava ser feito um ofício e se mandaria tudo o que pediram. Veio aqui buscar daquela forma, bastava mandar um ofício. Não precisava nada disso.

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