CUT anuncia protesto contra projeto da terceirização para o fim do mês
Entidade avisa que protesto não tem viés político, mas mira a defesa do trabalhador
Brasil|Alexandre Garcia, do R7

Durante as comemorações do Dia do Trabalho nesta sexta-feira (1º), o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, afirmou que os trabalhadores vão cruzar os braços, caso a lei da terceirização (PL 4330) passe pelo Senado — o texto já foi aprovado na Câmara dos Deputados.
Vargas disse que a paralisação acontecerá antes do possível veto da presidente Dilma Rousseff.
— Estamos preparando um dia de luta, paralisação e manifestação no dia 29 de maio, já construindo a greve geral, de votar o 4330 no Senado. Nós vamos pedir para a presidente Dilma vetar, mas, para isso acontecer, vamos construir uma greve geral para dar âncora a esse veto.
Participaram também do anúncio da greve geral o coordenador geral do MTST, Guilherme Boulos; o vice-presidente da CPT, Luiz Cardoso; o secretário de relações internacionais da Intersindical, Ricardo Saraiva; e Gilmar Lauro, do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra).
Freitas avalia que a paralisação não tem posição política. Ele menciona que o projeto de lei aprovado pela Câmara é "uma ousadia, que nem a ditadura fez".
— A greve geral não é contra ou a favor do governo. É contra a retirada de direitos da classe trabalhadora.
Para Freitas, este Dia do Trabalho é "histórico" para a classe trabalhadora do País. Ele cita que os atos deste sábado são manifestações de repúdio à tentativa de retirar os direitos.
— Nosso movimento é pelos direitos e contra a direita. Contra esse avanço conservador que ataca e tira direito dos trabalhadores. Ataca os direitos sociais, dos seres humanos e os direitos mais importantes que nós temos.















