De olho no primeiro escalão, PP e PROS formam bloco que se torna terceira maior bancada da Câmara
Os dois partidos, que já eram da base aliada, reforçam apoio ao governo e à reeleição de Dilma
Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília

As lideranças do PP (Partido Progressista) e do PROS (Partido Republicano da Ordem Social) anunciaram, nesta quarta-feira (6), a união dos partidos em um único bloco na Câmara. As duas legendas juntas têm 57 deputados e assim se tornam a terceira maior bancada da Casa, atrás somente do PT, com 88, e do PMDB, com 76 parlamentares.
Os dois partidos já integravam a base do governo, mas agora, de olho em um cargo no alto escalão, o bloco reforça também o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Nos bastidores, a presidente já conversa com lideranças partidárias para escolher novos chefes de ministérios. A expectativa é que uma reforma ministerial seja realizada no fim deste ano, quando alguns ministros que serão candidatos em 2014 vão se afastar dos cargos.
A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, participou da cerimônia de lançamento do bloco, nesta quarta-feira na Câmara dos Deputados. A presença indica a relação entre o novo bloco e o Planalto.
O líder do PP, que também assumiu a liderança do bloco, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), admite que a união PP-PROS reforça a base de apoio ao governo nas eleições de 2014.
— É um bloco programático de plenário, claro que irá dar sustentação à reeleição da presidenta Dilma Rousseff. A presidenta tem apresentado propostas importantes para o Brasil e resultados importantes para o povo brasileiro. Tenho certeza que ela saberá conduzir bem a sua reeleição.
Quarentena do PROS
Um dos mais novos filiados ao PROS, o governador do Ceará, Cid Gomes, também estava presente no evento. Um dos nomes mais fortes dentro do partido para assumir um ministério, caso a presidente Dilma seja reeleita, o governador desconversou sobre as intenções do PROS em um cargo no primeiro escalão.
Gomes reafirmou que continua no governo do Ceará até o fim de 2014 e instituiu uma “quarentena” de cargos públicos.
— Eu estou numa quarentena de participação em governo, para que não se confunda a nossa decisão de sair do PSB e permanecer na base de apoio da presidente Dilma com uma decisão de apelo fisiológico, de apego a cargo. Lá na frente se houver algum convite, o partido decide.
Cid Gomes disse ainda que pretende ficar fora do cenário político depois de passar a faixa de governador em 2015. Ele revelou que sua vontade é passar “um período sabático fora do País” e por isso se ofereceu para compor a equipe do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).
— Eu estou me oferecendo ao banco. Isso depende deles me convidarem. Ou o Brasil pode me indicar. Vamos ver o que vai acontecer.















