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“Decepção, raiva e revolta”, diz funcionário da Petrobras à CPI sobre escândalo de corrupção

Ex-gerente de empreendimentos da Refinaria Abreu e Lima negou que sabia de irregularidades

Brasil|Bruno Lima, do R7, em Brasília

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Refinaria Abreu e Lima - 800
Refinaria Abreu e Lima - 800

O ex-gerente de empreendimentos da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) Flávio Fernando Casa Nova da Motta afirmou nesta segunda-feira (8) à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras que sente “decepção, raiva e revolta” sobre o escândalo de corrupção que atinge a estatal.

Motta, hoje gerente geral da área de engenharia do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), disse que não sabia das irregularidades enquanto trabalha na Abreu e Lime e lamentou não ter percebido as fraudes nas contratações da Petrobras. 


— Eu fiz o meu trabalho exatamente como a companhia mandou. Eu segui as regras da companhia. Eu gostaria de ter visto [as irregularidades] porque eu não deixaria isso acontecer. Eu não tinha evidências. Eu lamento.

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A CPI da Petrobras ouve nesta terça sete funcionários da estatal na qualidade de testemunhas. O primeiro a ser ouvido foi o engenheiro Abenildo Alves de Oliveira que também afirmou estar “decepcionado” e “triste” com os desdobramentos da Operação Lava Jato.

Ainda serão ouvidos Eduardo Jorge Leal de Carvalho e Albuquerque, Heleno Lira, Ivo Tasso Bahia Baer, Laerte Pires e o gerente-geral da Refinaria de Capuava, Gilberto Moura da Silva.

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